13/07/2012 16h10 - Atualizado em 13/07/2012 16h10

Suspensão de venda de planos de saúde que descumprem prazos já está em vigor

 

Agência Brasil

A suspensão da comercialização de 268 planos de saúde pela Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) começa a valer hoje (13). A medida foi tomada para punir as operadoras do serviço pelo descumprimento de prazos para marcação de exames, consultas e cirurgias, motivo frequente de reclamações de usuários em todo o país.

Os planos têm prazo até setembro para se adequar às regras estabelecidas pela ANS, caso contrário, ficam sujeitos a multas que variam de R$ 80 mil a R$ 100 mil. De acordo com a agência, os usuários das operadoras suspensas continuarão sendo atendidos normalmente e não deverão ser prejudicados pela medida.

Segundo a Resolução Normativa 259 da ANS, para consultas básicas, o cliente deve esperar no máximo sete dias úteis para conseguir o atendimento. Para outras especialidades, o prazo é 14 dias e para procedimentos de alta complexidade, 21 dias.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os planos que tiveram a venda suspensa correspondem a apenas 7% do total de usuários. No país, existem 1.016 operadoras, que comercializam cerca de 22 mil planos. Atualmente, 47,6 milhões de brasileiros estão vinculados a um plano médico, o equivalente a quase um quarto da população.

A lista das operadoras punidas é a seguinte:

Admédico Administração de Serviços Médicos a Empresas Ltda,

Administradora Brasileira de Assistência Médica Ltda,

ASL – Assistência à Saúde,

Assistência Médico Hospitalar São Lucas S/A,

Beneplan Plano de Saúde Ltda,

Casa de Saúde São Bernardo S/A,

Centro Clínico Gaúcho Ltda,

Centro Transmontano de São Paulo,

Excelsior Med S/A,

Fundação Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte,

Fundação Waldemar Barnsley Pessoa,

Green Line Sistema de Saúde S/A,

Grupo Hospitalar do Rio de Janeiro Ltda (Assim),

HBC Saúde S/C Ltda,

Memorial Saúde Ltda,

Nossa Saúde – Operadora de Planos Privados de Assistência à Saúde Ltda,

Operadora Ideal Saúde Ltda,

Porto Alegre Clínicas S/S Ltda,

Prevent Sênior Private Operadora de Saúde Ltda.

Real Saúde Ltda EPP,

Recife Meridional Assistência Médica Ltda,

Samp Espírito Santo Assistência Ltda,

São Francisco Assistência Médica Ltda,

São Francisco Sistema de Saúde Sociedade Empresária Ltda,

Saúde Medicol S/A,

Seisa Serviços Integrados de Saúde Ltda,

SMS – Assistência Médica Ltda,

Social – Sociedade Assistencial e Cultural,

Sosaúde Assistência Médico Hospitalar Ltda,

Unimed Brasília Cooperativa de Trabalho Médico,

Unimed Federação Interfederativa das Cooperativas Médicas do Centro-Oeste e Tocantins,

Unimed Guararapes Cooperativa de Trabalho Médico Ltda,

Unimed Maceió Cooperativa de Trabalho Médico,

Unimed Paulistana Sociedade Cooperativa de Trabalho Médico,

Universal Saúde Assistência Médica S/A,

Vida Saudável S/C Ltda,

Viva Planos de Saúde Ltda.

(1) Comentário

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Além disso, o governo federal deveria ter mais respeito pelo cidadão que trabalhou a vida toda pelo desenvolvimento do Brasil e quando se aposenta, é esquecido, principalmente no que tange à assistência médica. A mercenarização da saúde no Brasil é fato consumado. O maior exemplo disto são os planos de saúde que deveriam ter como objetivo, único e exclusivo, a saúde do cidadão. Pelo contrário, o que estamos a presenciar há mais de duas décadas é a farra desses famigerados planos que a seu bel prazer aumentam os valores de mensalidades, independentemente do seus interessados maiores. Há casos - vide internet -, em que pessoas tiveram suas mensalidades majoradas em 120%. No meu caso, que fiz 60 anos, em junho deste ano, sofri uma majoração de 108%, ou seja, mais do que dobrou a minha mensalidade e de outros na mesma situação. E o governo brasileiro, vai continuar sem tomar nenhuma medida eficaz contra este e outros descalabros, dentro da saúde publica brasileira?

 
Paulo Moreira em 17 de julho de 2012 às 14:26