13/03/2018 10h01

Ebulição

 
Willams Araújo

Ebulição

Dizem que o clima é de completo desconforto no ninho tucano por conta das articulações em torno da escolha dos dois candidatos ao Senado na chapa do governador Reinaldo Azambuja, em pré-campanha à reeleição. Não é à toa que o deputado federal Geraldo Resende, egresso do MDB de André Puccinelli, anda criticando publicamente a movimentação dentro do PSDB. Pelo jeito, as pré-candidaturas dos secretários Marcelo Migliori (Infraestrutura) e Eduardo Riedel (Gestão Estratégica) devem estar causando uma ciumeira dos diabos.

Abram alas

Com um mandato de gala, Waldemir Moka (MDB) desfila como sério candidato a retornar ao Senado sem maiores problemas, fruto do trabalho que vem fazendo em suas bases eleitorais, incluindo prefeitos de partidos adversários. Visto como um das cabeças coroadas do Congresso Nacional, o senador bela-vistense recebeu elogios dia desses nada mais, nada menos do que do ex-senador Pedro Simon (MDB-RS), uma das reservas morais do país. Para analistas, é favorito a uma das duas vagas a serem disputadas nas eleições deste ano.

Remendo

As direções do PP, do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, e do Solidariedade estabeleceram uma meta para o apoio ou não à candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à Presidência da República. O presidente da Câmara dos Deputados tem até junho para atingir 10% de intenções de voto nas pesquisas. Caso contrário, pulam fora da canoa. A pressão é grande em cima das pretensões do político carioca.

Frigideira

A campanha eleitoral deste ano tem tudo para registrar uma dobradinha familiar com a participação de pai e filha, segundo interlocutores palacianos. O ex-presidente da Assembleia, Londres Machado (PR) estaria disposto a buscar mais um mandato, tendo como candidata à Câmara Federal Grazielle Machado (PR), que atualmente atua na Casa. O que muitos duvidam é que o partido liderado pelo cardeal republicano lance candidato ao Senado, apesar da boa vontade e disposição do superintendente regional do Ibama-MS, Dorival Betini (PR).

Tapinha não dói

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, voltou a criticar setores do Judiciário e do Ministério Público, que, na sua avaliação, estariam perseguindo a classe política brasileira, em especial o presidente Michel Temer. Em seu discurso, o emedebista citou como exemplos a decisão de barrar a nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho, a de incluir o presidente em um inquérito que investiga fatos anteriores ao seu mandato e também a de pedirem a quebra de seu sigilo desde 2013.

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