15/05/2012 13h48 - Atualizado em 15/05/2012 13h48

Cinco desembargadores de Mato Grosso do Sul são suspeitos de enriquecimento ilícito

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Claudionor Duarte declarou, em 2001, patrimônio de R$ 1,7 milhão. O valor chegou a R$ 3,6 milhões em 2006 e a R$ 15 milhões em 2007.

 

Da Redação
 
Estrutura dos gabinetes dos desembargadores no Parque dos Poderes. Estrutura dos gabinetes dos desembargadores no Parque dos Poderes.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu sindicância sigilosa para investigar cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul suspeitos de ter patrimônio incompatível com a renda. São alvo do conselho Claudionor Abss Duarte, Paulo Alfeu Puccinelli, João Carlos Brandes Garcia, Joenildo de Souza Chaves e Marilza Lúcia Fortes, além de seus parentes. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a reportagem, Claudionor Duarte declarou, em 2001, patrimônio de R$ 1,7 milhão. O valor chegou a R$ 3,6 milhões em 2006 e a R$ 15 milhões em 2007. Segundo ele, sua declaração de imposto de renda de 2008 registra R$ 13,2 milhões como dívidas e ônus reais. "Não houve aumento de patrimônio, e sim redução", disse. Paulo Alceu Pucinelli registrou bens no total de R$ 1,4 milhão, em 2008, e de R$ 692,6 mil em 2009.

O CNJ suspeita que a diminuição do patrimônio se deu por meio de transferências "artificiais" de recursos para o filho. Puccinelli não se manifestou à Folha. Já Joenildo de Souza Chaves adquiriu, em 2004, uma fazenda por R$ 360 mil, pagos em espécie. Ele afirma que já possuía um imóvel rural antes de ingressar na magistratura. Marilza Lúcia declarou bens no total de R$ 2 milhões, em 2009, R$ 350 mil em espécie. Ela diz que desconhece "incongruências" em suas declarações. Já Brandes Garcia afirmou que aguarda comunicação do CNJ.