10/07/2018 09h27

Como a idade afeta o apetite

Envelhecer com saúde é um dos maiores desejos de grande parte das pessoas. Além disso, sabemos que fatores como prática de exercícios, prevenção de doenças e boa alimentação são grandes influenciadores do envelhecimento saudável

 
Redação

Praticar esportes e manter-se ativo é um dos segredos mais importantes para quem deseja preservar a saúde a todo vapor. Academia, caminhada, andar de bicicleta, natação, ou qualquer outra atividade que mantenha o corpo em movimento contribuem para um envelhecimento saudável. Além disso, da mesma forma que o corpo precisa ser exercitado, o cérebro também deve ser estimulado. Por isso, a dica é nunca deixar de desafiar a mente, seja aprendendo novos idiomas, lendo livros, praticando um esporte mental como xadrez ou poker, que requer pensamento estratégico, ou ainda tocando instrumentos musicais.

O outro grande pilar do envelhecimento com saúde é ter uma boa alimentação. Esta tarefa pode encontrar alguns empecilhos, uma vez que o nosso apetite e paladar sofrem mudanças com o passar dos anos. Quer entender o motivo?

A verdade é que o nosso apetite não é algo fixo. Temos aqueles dias em que sentimos que podemos comer um boi inteiro, enquanto em outros não temos vontade ingerir nada, mesmo estando com fome. São vários os fatores que influenciam o nosso apetite no dia a dia e as mudanças ocorrem também a medida que envelhecemos.

AOS 30

Quando chegamos na casa dos 30 anos, a vida adulta de trabalhador desempenha um papel importante na mudança do apetite. Isso acontece porque estamos mais propensos ao estresse e este é um fator que influencia os hábitos alimentares de grande parte da população. O hormônio do estresse - o cortisol -, pode desempenhar um papel tanto no sentido de aumentar o apetite, deixando-nos insaciáveis, como no sentido de inibi-lo.

Lá pelos 35 anos, os efeitos de dietas incompletas em nutrientes também podem influenciar no que desejamos ingerir. Por exemplo, se você está sempre com vontade de comer algo como goiabada com queijo, um prato doce e salgado ao mesmo tempo, você pode estar com deficiência de magnésio e cálcio.

AOS 40

A próxima década (40 - 50 anos) é a época em que estamos mais propensos a ter problemas digestivos que consequentemente poderão afetar o nosso apetite. É também durante os quarenta que podemos começar a desenvolver uma resistência à insulina. Se o nosso corpo não consegue utilizar a insulina de maneira efetiva, significa que as nossas células não estão recebendo a energia necessária e sentimos mais fome. Em outras palavras, a resistência à insulina pode atrapalhar a noção de saciedade e fazer com que desejemos mais carboidratos simples - a fonte mais rápida de energia.

AOS 50

Depois dos 50 anos, chega a hora das mulheres enfrentarem a menopausa. A redução nos níveis de estrogênio tem um efeito semelhante ao da resistência à insulina e também pode causar um aumento no desejo por carboidratos e açúcares. Além disso, após os 50, começamos a sofrer uma diminuição gradual da nossa massa muscular causada principalmente pela diminuição no consumo de proteínas, da prática de exercícios e pela menopausa. Aqui, o ideal é manter uma dieta rica em proteínas para evitar um declínio rápido da saúde.

AOS 60

Dos 60 anos em diante, há uma redução do apetite. A nossa capacidade de distinguir gostos doces e salgados diminui pois se inicia um processo de atrofiamento das papilas gustativas - as responsáveis pelo paladar. Nessa idade também tendemos a tomar remédios para diversos problemas e alguns deles influenciam não apenas o apetite, mas até mesmo o gosto da comida. Por isso, devemos tentar nos adequar às necessidades de casa fase da vida, respeitando os limites do nosso corpo e tentando ajudar o nosso metabolismo a seguir ativo. Mantenha os exercícios físicos e mentais, assim as mudanças ocorrerão de forma mais lenta e a percepção de um envelhecimento saudável será melhor.

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