09/04/2017 11h29

Fibria mostra operação noturna para colheita de madeira

Dinâmica da colheita é realizada diuturnamente nos seis módulos em operação. Até janeiro serão 11 módulos, que vão atender a demanda das duas fábricas da empresa instaladas em Três Lagoas

 
Ricardo Ojeda e Guta Rufino
 

A Fibria levou profissionais da imprensa para conhecer a estrutura montada nos hortos florestais, onde containers abriga escritório, almoxarifado, uma sala de alinhamento de manutenção das máquinas, refeitório, entre outras estruturas (Foto: Guta Rufino)
A Fibria levou profissionais da imprensa para conhecer a estrutura montada nos hortos florestais, onde containers abriga escritório, almoxarifado, uma sala de alinhamento de manutenção das máquinas, refeitório, entre outras estruturas (Foto: Guta Rufino)

Quando secamos as mãos com toalhas de papel, ou nos limpamos com guardanapos, até mesmo ao viajarmos no mundo da leitura, através de uma obra literária, ou o papel decorativo da sala da casa, não imaginamos o processo que existe para esse produto final chegar ao nosso consumo.

Um livro, itens para nossa higiene pessoal, objetos de decoração da nossa casa, entre outros tantos produtos derivados de celulose que fazem parte do nosso dia-a-dia passa por uma cadeia produtiva que envolve milhares de pessoas, centenas de pesquisas, e é claro, milhões de reais de investimentos.

ESCALA GLOBAL

A necessidade de celulose em escala global é tão grande que segundo fontes consultadas pelo Perfil News, é necessário a construção de uma fábrica há cada 18 meses (1 ano e meio), para suprir a demanda. O município de Três Lagoas, que até pouco mais de uma década tinha na pecuária como sua principal fonte de renda, hoje é considerado o maior polo produtor de celulose em escala mundial. A cidade detém o título de Capital Mundial da Celulose.

 
A Fibria aposta nos melhores e mais modernos equipamentos tecnológicos do mercado para manter a excelência operacional e aumentar o ganho em produtividade (Foto: Ricardo Ojeda) A Fibria aposta nos melhores e mais modernos equipamentos tecnológicos do mercado para manter a excelência operacional e aumentar o ganho em produtividade (Foto: Ricardo Ojeda)

"A necessidade de celulose em escala global é tão grande que segundo fontes consultadas pelo Perfil News, é necessário a construção de uma fábrica há cada 18 meses (1 ano e meio), para suprir a demanda"

— Fonte consultada pela reportagem

Um exemplo da importância desse segmento produtivo aconteceu no final do mês passado, através do Três Lagoas Florestal, evento voltado à cadeia produtiva da base florestal que atraiu comitivas de várias regiões do Brasil e de alguns países. Quem visitou a feira que aconteceu no Arena Mix pode constatar a importância de Três Lagoas nesse contexto. Nos três dias de evento foram negociados mais de R$ 100 milhões, envolvendo as duas fábricas de celulose instaladas no município; Fibria e Eldorado Brasil.

OPORTUNIDADES

Com a chegada das fábricas de celulose, há um pouco mais de 10 anos a cidade transformou-se, elevando a arrecadação e abrindo milhares de oportunidades de empregos para àqueles que buscaram qualificação para adequar-se à nova realidade.

O produto, que tem sua origem inicial na base florestal, depende exclusivamente da madeira para produzir. Para isso, milhões de reais foram investidos em hortos florestais, distribuídos por vários quilômetros, inclusive beneficiando outros municípios da região, gerando empregos e renda.

A floresta é o primeiro passo para a produção de celulose. Até chegar ao ponto de corte, é preciso um período que varia de seis a sete anos, para a madeira ser colhida e transportada à fábrica. Esse processo demanda vários anos de pesquisa e uma logística que envolve centenas de profissionais e equipamentos.

 
O módulo conta com 10 Harvester e 3 Forwarder. Um investimento milionário, que recebe manutenção de 33 mecânicos exclusivos da Fibria para atuarem no Modulo 17 (Foto: Ricardo Ojeda) O módulo conta com 10 Harvester e 3 Forwarder. Um investimento milionário, que recebe manutenção de 33 mecânicos exclusivos da Fibria para atuarem no Modulo 17 (Foto: Ricardo Ojeda)
DENTRO DA FLORESTA

Nesse sentido, para mostrar aos leitores todo esse processo, o Perfil News foi conhecer a colheita noturna em uma das florestas de eucalipto da Fibria. A visita aconteceu na quinta-feira (6), e foi aberta à imprensa três-lagoense.

A apresentação da estrutura foi feita pelo porta voz da Fibria, Rafael Azevedo, que é gerente de colheita. Na oportunidade, foi apresentado o Módulo 17, que fica a mais de 100 quilômetros de Três Lagoas, 20 km de Água Clara, onde há 80 trabalhadores envolvidos na colheita do eucalipto.

Os jornalistas tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura itinerante, acompanhar o processo de colheita, além de conhecer as máquinas de última geração, exclusivas da Fibria.

"Atualmente a Fibria possui 6 módulos em operação. Até janeiro de 2018 a empresa deve estar com 11 módulos como esse em operação para atender a demanda das duas fábricas"

— Assessoria Fibria

"A Fibria aposta nos melhores e mais modernos equipamentos tecnológicos do mercado para manter a excelência operacional e aumentar o ganho em produtividade"

— Assessoria Fibria

O MÓDULO

Uma estrutura em container abriga um escritório, um almoxarifado, uma sala de alinhamento de manutenção das máquinas, um refeitório e sanitários. A estrutura é equipada com um gerador de energia 54 Kva, internet via rádio de ótimo sinal e velocidade, linha telefônica e rádios (HT) para comunicação entre os operadores e demais funcionários do módulo. E uma novidade que está próxima é a instalação de painéis solares pelo local.

Atualmente a Fibria possui 6 módulos em operação. Até janeiro de 2018 a empresa deve estar com 11 módulos como esse em operação. Pelo local tudo é identificado para segurança. Veículos precisam estar com uma bandeira com faixa refletora; pessoas precisam andar com coletes refletivos também.

A apresentação da estrutura foi feita pelo porta voz da Fibria, Rafael Azevedo, que é gerente de colheita. Na oportunidade, foi apresentado o Módulo 17, que fica a mais de 100 quilômetros de Três Lagoas, 20 km de Água Clara, onde há 80 trabalhadores envolvidos na colheita do eucalipto (veja nas fotos)

AS MÁQUINAS

A Fibria aposta nos melhores e mais modernos equipamentos tecnológicos do mercado para manter a excelência operacional e aumentar o ganho em produtividade. A exemplo disso, a imprensa conheceu as duas maquinas utilizadas para a colheita mecanizada: a Harvester e a Forwarder. Elas são equipadas com GPS e foram programadas para otimizarem a operação.

Os jornalistas também puderam acompanhar a operação em ação e entender como se dá o processo desde a colheita da árvore, até ela ser descascada e particionada em toras de tamanhos padronizados. O módulo conta com 10 Harvester e 3 Forwarder. Um investimento milionário, que recebe manutenção de 33 mecânicos exclusivos da Fibria para atuarem no Modulo 17. "Nossas máquinas são com toda a certeza as mais eficientes e modernas do mundo", frisou Rafael.

As máquinas trabalham com uma distância de 100 metros uma da outra, e realizam uma colheita a cada dois minutos.

 
Os jornalistas tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura itinerante, acompanhar o processo de colheita, além de conhecer as máquinas de última geração (Foto: Guta Rufino) Os jornalistas tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura itinerante, acompanhar o processo de colheita, além de conhecer as máquinas de última geração (Foto: Guta Rufino)
A COLHEITA

O eucalipto leva de 6 a 7 anos para chegar ao ponto de corte. Hoje a Fibria possui florestas de eucalipto a ponto de corte suficientes para realizar a colheita durante todo o ano de 2017 e 2018, diuturnamente. Depois de 90 dias do processo de colheita, a madeira é transportada. Nesse período, as galhadas, restantes do eucalipto fazem o processo de reposição de nutrientes ao solo. Em um intervalo de 30 a 60 dias depois, um novo plantio já pode ser feito no local.

Uma curiosidade questionada e explicada durante a visita é que a madeira transportada pela Fibria possui uma média de 0,3% de casca. O aceitável é até 1,5%. O que mostra grande eficácia no processo. Outra curiosidade é o sistema de colheita, que acontece da rodovia para dentro das florestas, o que evita que a fauna que habita as florestas, fujam para as rodovias e causem acidentes ou acabem sendo mortas no trânsito.

"Os operadores das maquinas Harvester e a Forwarder trabalham 8h por dia, com um intervalo de 1h para descaso, além do horário para refeição. Eles revezam turno. Apesar da lei estender para 12 horas a jornada de trabalho do operador, preferimos manter 8h, assim ele cansa menos e rende mais"

— Rafael Azevedo - gerente de colheita

OS OPERADORES

Os operadores das maquinas Harvester e a Forwarder trabalham 8h por dia, com um intervalo de 1h para descaso, além do horário para refeição. Eles revezam turno. "Apesar da lei estender para 12 horas a jornada de trabalho do operador, preferimos manter 8h, assim ele cansa menos e rende mais", explicou o gerente de colheita.

Segundo Rafael, uma das dinâmicas adotadas na contratação dos operadores na Fibria é optar pelos inexperientes ou jovens. E o motivo é explicado. "Eles não tem vícios. Vamos ensiná-los a praticar uma operação eficiente desde o início".

Eles passam por uma capacitação teórica que dura em média 20 dias. Depois eles ficam durante 40 dias realizando simulados virtuais e práticos. "Com 60 dias eles já estão operando as maquinas. E entre 8 e 10 meses eles já estão operando com 100% de produtividade", afirmou Rafael.

Luiz Henrique Souza Laurindo, 25, é operador de maquina. Ele trabalha com uma harvester - de 18 toneladas -, há apenas um, mês e já é destaque entre os colegas de trabalho. Ele já opera em nível avançado. "Era o meu sonho, a oportunidade que eu queria". Falou sobre a função, responsável pela colheita de 40 a 50 árvores por hora.

 
Luiz Henrique Souza Laurindo, 25, é (de camisa cinza)  é operador de maquina. Ele trabalha com uma harvester - de 18 toneladas -, há apenas um, mês e já é destaque entre os colegas de trabalho (Foto: Guta Rufino) Luiz Henrique Souza Laurindo, 25, é (de camisa cinza) é operador de maquina. Ele trabalha com uma harvester - de 18 toneladas -, há apenas um, mês e já é destaque entre os colegas de trabalho (Foto: Guta Rufino)
MAIS TECNOLOGIAS

As tecnologias nas florestas vão além das maquinas de colheita de ultima geração. O Módulo 17, por exemplo, está equipado com drones, e já se prepara para a instalação de câmeras de monitoramento nas máquinas, para promover melhores operações, a partir de correções identificadas através das imagens capturadas durante o processo.

 

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