20/04/2017 16h23

Mulher morta pelo ex-genro nunca concordou com relacionamento da filha

Em 2015, acusado manteve a jovem em cárcere privado. Ele chegou a ser preso por 6 meses, mas ela decidiu reatar a união

 
Lucas Gustavo
 
Marlene Rodrigues Alves, Wesley Sotto dos Santos e a filha dela. (Fotos: Reprodução/ Rede Social). Marlene Rodrigues Alves, Wesley Sotto dos Santos e a filha dela. (Fotos: Reprodução/ Rede Social).

Em entrevista ao Perfil News nesta quinta-feira (20), a delegada Letícia Mobis relatou que Marlene Rodrigues Alves, de 51 anos, assassinada a tiros pelo ex-genro, Wesley Sotto dos Santos, de 21, nunca foi a favor do relacionamento da filha com o acusado. O rapaz matou a ex-sogra na noite de ontem (19) no Residencial Orestinho e também atirou na ex-esposa, de 17 anos, e no próprio filho, de apenas dois. A adolescente e a criança foram socorridas e passam bem.

 
Wesley Sotto dos Santos e a ex-mulher, de 17 anos. (Fotos: Reprodução/ Rede Social). Wesley Sotto dos Santos e a ex-mulher, de 17 anos. (Fotos: Reprodução/ Rede Social).

''A mãe sempre foi contra a união da filha com o Wesley. Tudo isso foi uma tragédia anunciada''

— Delegada Letícia Mobis

De acordo com a delegada, em 2015, Wesley foi preso por ter mantido a jovem em cárcere privado. Na época, ele permaneceu seis meses na cadeia. ‘’Nessa ocasião, eu mesma quem fiz a prisão dele. Ao que tudo indica, no período de sua detenção, os dois continuavam a se falar. Quando o rapaz foi solto, ela decidiu reatar o relacionamento, alegando que pretendia se casar’’, explicou Letícia.

Ainda conforme a delegada, na tarde de ontem (19), Marlene e a filha procuraram a Polícia Civil e afirmaram que Wesley havia as ameaçado com uma faca. A mãe contou que o casal estava separado e que o acusado não concordava com o fim do casamento. Ela chegou a solicitar uma medida protetiva contra ele.

‘’A Marlene estava bastante assustada e com medo. Ela disse que sempre foi contra a união da filha com o Wesley, pois conhecia o perfil dele. Tudo isso foi uma tragédia anunciada’’, acrescentou a delegada.

O acusado continua foragido e a polícia faz buscas. Informações sobre o paradeiro dele devem ser repassadas à PM pelo telefone 190 ou, ainda, no 3521-9056, na Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM).

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