12/06/2018 14h13

Novo presidente da Petrobras diz que troca de comando não afeta negociações da UFN 3

Não haverá alteração no processo de venda da fábrica e as regras do processo permanecem

 
Gisele Berto
O novo presidente da Petrobras enfatizou “que não haverá alteração no processo de venda da fábrica e que as regras do jogo permanecem”. Construção da UFN-III foi interrompida em dezembro de 2014. Foto: Arquivo Perfil News O novo presidente da Petrobras enfatizou “que não haverá alteração no processo de venda da fábrica e que as regras do jogo permanecem”. Construção da UFN-III foi interrompida em dezembro de 2014. Foto: Arquivo Perfil News

Durante reunião com o novo presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, nesta terça-feira (12) na presidência do Senado, em Brasília, ficou garantido ao prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro, juntamente com a senadora Simone Tebet, o senador Waldemir Moka e o deputado Eduardo Rocha que a mudança na presidência da Petrobras não irá interferir no processo de venda da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3).

O novo presidente da Petrobras enfatizou "que não haverá alteração no processo de venda da fábrica e que as regras do jogo permanecem".

Simone explicou que, apesar da mudança no comando da empresa, com a saída de Pedro Parente, nada muda no processo de venda da fábrica de fertilizantes. "Queremos levar tranquilidade à população de Três Lagoas de que as obras serão retomadas e haverá geração de emprego e renda para a região", disse.

Angelo Guerreiro, por sua vez, enfatizou a importância da notícia, pois "esse é um processo que vem se arrastando há muito tempo e a não continuidade dele afetaria principalmente a população local, pois o empreendimento pode voltar a gerar renda e emprego", comentou.

O senador Waldemir Moka ressaltou a importância para o agronegócio a existência de uma fábrica de fertilizantes no Centro-Oeste. Ivan Monteiro, tranquilizando os parlamentares da Bancada Federal de Mato Grosso do Sul e o prefeito de Três Lagoas, informou que, "acompanhava o processo enquanto estava na diretoria financeira da Estatal", diz, ressaltando ainda o profissionalismo da Acron. "A empresa russa produz e comercializa fertilizantes em mais de 60 países", finalizou.

A Acron já negociou os incentivos fiscais como governo do Estado de Mato Grosso do Sul e está fechando um protocolo de intenções com a Bolívia a respeito das garantias do fornecimento de gás. Em maio, a Petrobras anunciou negociações com a empresa russa para desinvestimentos no setor de fertilizantes. A Acron tem exclusividade no processo de venda, por um período de 90 dias.

Prefeito de Três Lagoas participou de reunião no Senado Federal, em Brasília, com novo presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, a senadora Simone Tebet, o senador Waldemir Moka e o deputado Eduardo Rocha. Foto: Divulgação. Prefeito de Três Lagoas participou de reunião no Senado Federal, em Brasília, com novo presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, a senadora Simone Tebet, o senador Waldemir Moka e o deputado Eduardo Rocha. Foto: Divulgação.

Sobre a aquisição

A Petrobras iniciou em maio as negociações com a empresa Acron, com exclusividade por um período de 90 dias, referente ao processo de venda da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná, e de sua Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas.

A Acron é uma empresa russa com foco na produção e comercialização de fertilizantes, com vendas em mais de 60 países. Em 2017, o volume de vendas atingiu mais de 7,3 milhões de toneladas, com receitas consolidadas de US$ 1,6 bilhão e EBITDA de US$ 511 milhões de acordo com o International Financial Reporting Standards (IFRS). A Acron é uma sociedade anônima de capital aberto, com ações negociadas na Bolsa de Valores de Moscou e de Londres.

A construção da UFN-III foi interrompida em dezembro de 2014, com cerca de 80% de avanço físico concluído. Desde então, a Petrobrás afirma que as instalações têm sido preservadas. Com a transferência do ativo para o futuro comprador, as obras para conclusão do empreendimento poderão ser retomadas. No ano passado a Petrobrás havia anunciado a decisão de sair integralmente da produção de fertilizante e iniciado fase vinculante da alienação da Ansa e da UFN-III.

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