24/03/2017 11h22

Três Lagoas, a terra das oportunidades

(*) Ricardo Ojeda

 

Dentro de quatros dias será iniciada a terceira edição do Três Lagoas Florestal. O evento, que acontece em intervalos de dois anos é uma vitrine da potencialidade da cadeia produtiva florestal. Como profissional da imprensa, sinto-me envaidecido e ao mesmo tempo orgulhoso de poder participar diretamente do evento, desde que foi criado até então.

Para a cidade Três Lagoas esse evento marca indelevelmente que o município está inserido no contexto das grandes cidades que recebe investimentos bilionários. Para se ter uma ideia do que isso significa, basta apenas visitar o Arena Mix e ver a quantidade de tecnologia, maquinários, equipamentos e empreendedores de várias partes do mundo que começam a chegar à cidade na próxima semana.

"Para se ter uma ideia do que isso significa, basta apenas visitar o Arena Mix e ver a quantidade de tecnologia, maquinários, equipamentos e empreendedores de várias partes do mundo que começam a chegar à cidade na próxima semana"

— Ricardo Ojeda - jornalista

Com certeza, os negócios vão fluir espetacularmente, podendo até ultrapassar a casa dos R$ 100 milhões, como disse o amigo Robson Trevisan, coordenador geral da feira. Aliás, esse rapaz, eu o admiro e tenho profundo respeito pela sua pessoa. É em visionário corajoso que veio a Três Lagoas para mostrar como se faz uma feira de negócios, ou melhor, para mostrar como Três Lagoas é importante no cenário nacional e até mundial no setor florestal e de celulose.

A cidade, com seus 100 anos de vida, erigida através da linha da Noroeste do Brasil, deu seus primeiros passos de desenvolvimento impulsionado pela pecuária, que após décadas sustentando a economia da cidade e da região, deu espaço as indústrias, em especial às de celuloses. Da capital da pecuária, Três Lagoas passou a ser chamada "Capital Mundial da Celulose".

As fábricas, Fibria (antiga VCP) e Eldorado deram início a um ciclo de prosperidade jamais vista em uma cidade de MS, atraindo milhares de pessoas de várias regiões do país, que vieram em busca de empregos e de novas oportunidades.

Nesse período de pouco mais de uma década, eu pude acompanhar a evolução, onde via pequenos empresários, após alguns anos se tornarem grandes e fortes, economicamente falando. Vi de perto a luta incansável da Dona Andreia Antonia da Silva, que era uma guerreira que, para sobreviver e dar condições aos seus filhos lavava roupas para algumas famílias de onde tirava seu sustento. Da força de seus braços, da agilidade das suas mãos e da sua vontade de trabalhar ela conseguia sobreviver com dignidade.

"As fábricas, Fibria (antiga VCP) e Eldorado deram início a um ciclo de prosperidade jamais vista em uma cidade de MS, atraindo milhares de pessoas de várias regiões do país, que vieram em busca de empregos e de novas oportunidades"

— Ricardo Ojeda - jornalista

E acredito que foi por conta disso, que uma grande empresa (acho que a International Paper) a confiou uma carga cheia de roupas de cama. Naquela ocasião, foi perguntado a ela como daria conta de atender a demanda, por que ela não tinha máquinas – ela respondeu que tinha os braços. Conseguiu atendê-los! De tão comovida, a empresa antecipou um pagamento de R$ 10 mil para comprar maquinários e assim equipar sua lavanderia. Hoje, a Dona Andreia é uma empresária do ramo. Entretanto, mesmo com exemplos como esse, ainda existem na cidade, pessoas que não acreditam e desenvolvimento. Criticam nas redes sociais, ao invés de exaltar a potencialidade do município.

Vejo isso com tristeza, por que sinto orgulho de estar aqui há 17 anos. Quando deixei Dourados, cidade onde nasci para vir a Três Lagoas, muitos amigos me criticaram, pois estava saindo de uma região potencialmente forte, principalmente na agropecuária, para apostar em outra região. Digo que não me arrependi em nenhum momento.

Durante esse tempo pude acompanhar de perto a evolução da cidade e sem medo de errar, falo que Três Lagoas é mais forte que a crise. É a terra das oportunidades, mas para quem quer trabalhar. Acredito que foi com esse pensamento, esse preceito que o valente Robson Trevisan veio para cá trazendo o Três Lagoas Florestal e junto com ele vários grupos de empreendedores e empresas que diferente de muitos nativos, acreditam nas potencialidades e no desenvolvimento de Três Lagoas.

Jamais poderia deixar de mencionar o trabalho de muitas famílias pioneiras, que antes da chegada as indústrias, foram as que desbravaram essa terra. Algumas vindas através dos trilhos da Noroeste do Brasil, aqui fincaram raízes, constituíram famílias que hoje, seus filhos e netos desfrutam boa estabilidade econômica. A esses meus cumprimentos e àqueles que chegam agora...

Sejam bem vindos!

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