20/04/2017 15h38

Deputada de MS alerta para riscos do jogo Baleia Azul

O jogo consiste em uma sequência de 50 desafios que incluem automutilação como cortar partes do corpo com navalha, atitudes de risco como subir na borda de telhados

 
Assessoria
 

A Deputada Estadual Antonieta Amorim (PMDB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira para alertar a sociedade sobre os riscos do Baleia Azul, um jogo criado na Rússia e que já resultou em centenas de suicídios pelo mundo.

O jogo consiste em uma sequência de 50 desafios que incluem automutilação como cortar partes do corpo com navalha, atitudes de risco como subir na borda de telhados e finaliza com o suicídio do participante. O Brasil todo está em alerta após casos de suicídio ou tentativas de suicídio de jovens supostamente ligados ao Baleia Azul, em sua maioria entre 13 e 17 anos, além de ferimentos graves decorrentes de ferimentos e acidentes ocorridos enquanto a vítima cumpre as tarefas determinadas pelo "curador", que passa as instruções por meio de redes sociais.

Em sua fala, a deputada Antonieta lamentou a chegada do jogo no Estado, e cobrou a atenção de pais, professores e profissionais de saúde aos sinais que os adolescentes podem apresentar. "O jogo exige que os participantes façam cortes nos braços, na mão, assistam filmes de terror e saem de casa durante a madrugada e, em determinado momento, passam a demonstrar mudanças de comportamento e isolamento social. São sinais visíveis, e os pais, professores e amigos devem estar sempre atentos", esclareceu a parlamentar.

Já aos profissionais de saúde, a deputada alertou para que investiguem a causa dos ferimentos quando dão entrada nos serviços de saúde, e que alertem os pais e a polícia quando houver suspeita de ligação com o crime.

Os "curadores", que são as pessoas que induzem as vítimas por meio de ameaças para que não desistam, podem responder pelos crimes de associação criminosa, lesão grave, ameaça e até homicídio. Se somadas as penas, o "curador" pode pegar até 40 anos de prisão.

(*) Assessoria de Comunicação

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