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Três Lagoas / 19/05/2009

Por AICPE Sócio Ambiental

Parceria garante sementes a índios de Brasilândia



(Foto: AICPE Sócio Ambiental)

Aconteceu hoje (19/05) pela parte da manhã a entrega de 2 sacos de 50 kg de sementes de feijão a duas famílias Ofaié que residem no município de Brasilândia no estado de Mato Grosso do Sul. A doação aconteceu graças a uma parceria entre o órgão governamental do Estado, AGRAER e o Instituto Cisalpina de Pesquisa e Educação Sócio-Ambiental, uma organização não-governamental daquele município.

Para José Melo de Carvalho, técnico agrícola responsável pelo acompanhamento aos projetos de subsistência desenvolvidos junto a comunidade Ofaié, a semente chega em boa hora, uma vez que a terra já está preparada e as famílias indígenas precisam plantar.

Ele explica que a terra foi preparada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura Municipal de Brasilândia e a doação da semente que está sendo garantida pelo Instituto Cisalpina, será um reforço para a produção agrícola daquelas famílias indígenas que desejam plantar, como é o caso das famílias da Joana Coimbra e seu esposo Osmar, e a família do Severino de Souza e sua esposa Luzinete.

O diretor presidente do Instituto Cisalpina, advogado Carlos Alberto dos Santos Dutra, elogiou o trabalho dos técnicos da AGRAER e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura Municipal de Brasilândia que estão apoiando as famílias indígenas que buscam retirar da terra o sustento de seus filhos, disse.

A comunidade Ofaié vive hoje em duas áreas contíguas. Um grupo vive numa área de 484 hectares, adquirida pela CESP e doada à FUNAI, e outro grupo vive numa área de 605 hectares, inserida dentro de um território mais amplo de 1.937 hectares declarados pelo Ministério da Justiça como Área Indígena Ofayé-Xavante através da Portaria nº 264 de 28 de maio de 1992.

Acontece, explica o presidente da entidade, que ambas as áreas se encontram com problemas de documentação. A primeira área ainda está em nome da antiga Fazenda Guanabara, pois não foi desmembrada pela CESP e tampouco averbou a doação para o nome da União; e a segunda área, pelo fato de encontrar-se sub judice, ficou isolada, e não recebe os benefícios da assistência fornecida pelo Governo porque a documentação ainda se contra em nome dos antigos proprietários que deixaram a área a 10 anos.

Tudo isso gera uma insegurança muito grande entre os índios, justifica. Para o pesquisador do Instituto Cisalpina caberia a FUNAI resolver esse problema urgentemente. Maiores informações sobre os indígenas Ofaié podem ser obtidas no site http://dutracarlito.vilabol.uol.com.br

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