29/01/2013 16h15 - Atualizado em 29/01/2013 16h15

A Policia Militar Ambiental irá se reunir com órgãos ambientais competentes de Três Lagoas para decidir o que será feito com o jacaré da Lagoa Maior

Policia Militar Ambiental, Secretaria de Meio Ambiente Municipal e IBAMA vão se reunir para decidir o futuro do jacaré da espécie papo amarelo que está na Lagoa Maior, principal cartão postal de Três Lagoas

 

Ricardo Mendes Silva
 
Polícia Ambiental vai se reunir com outros órgãos competentes para chegar a uma conclusão do que fazer com o jacaré que apareceu na Lagoa Maior. Foto: Reprodução/Facebook Polícia Ambiental vai se reunir com outros órgãos competentes para chegar a uma conclusão do que fazer com o jacaré que apareceu na Lagoa Maior. Foto: Reprodução/Facebook

O assunto do aparecimento do jacaré do papo amarelo de 1,80 metro na lagoa um dos principais cartões postais da cidade ainda gera muita polêmica.

Além de ter despertado a curiosidade de muitas pessoas e ter sido um sucesso nas redes sociais, a presença do animal silvestre também trouxe preocupação e medo aos visitantes do local e os praticantes de esporte.

Mas afinal é perigosa a presença de um animal silvestre em um local tão próximo a área urbana?

O Perfil News entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental que através do Sub Tenente Braga Filho esclareceu algumas dúvidas e orientou os freqüentadores da Lagoa em como agir nesse caso.

Segundo o Sub Tenente já foi constatado que há 2 jacarés da espécie papo amarelo na lagoa, mas não há motivo para pânico, pois se eles não se sentirem ameaçados eles não atacam ninguém, pois ali é o habitat natural deles.

Em um trabalho de drenagem na lagoa foram encontrados outros tipos de animais silvestres como capivaras e sucuris.

O numero de capivaras vem diminuindo, pois elas servem de alimento para os jacarés que se encontram na lagoa.

 
Algumas pessoas não se incomodam com a presença do jacaré e até aproveitam a sombra para dormir. Foto: Cilleid Heredia Algumas pessoas não se incomodam com a presença do jacaré e até aproveitam a sombra para dormir. Foto: Cilleid Heredia

A Policia Militar Ambiental informa que em breve será marcada uma reunião com os órgãos ambientais como SEMA e IBAMA para decidir o que será feito para não prejudicar a população e nem o animal já que a lagoa é o habitat natural dele então é normal ele se encontrar ali.

Acho que não são esses animais que estão invadindo a lagoa e sim nós que invadimos sua moradia. E mais cedo ou mais tarde eles voltariam a aparecer em seus habitats

— Herilano Ramos de Carvalho, Leitor do Perfil News

Leitores do site Perfil News dão sua opinião sobre o assunto

“Quer coisa mais linda do que ter a natureza a vista, achei linda certa madrugada em que eu contei mais de 20 capivaras ao redor da lagoa. Os animais embelezam, infelizmente não podemos dizer a mesma coisa da maioria do ser humano e nem generalizar; convenhamos que a maioria deixa a desejar. O certo seria separar os animais “racionais” dos irracionais. A idéia do alambrado é válida. “

Beto Freitas

“Com todo respeito que temos pela natureza, é óbvio que um jacaré na Lagoa é risco a comunidade. Se vamos esperar o jacaré arrancar a perna de alguém, engolir alguma criança, atacar um bebum caído por lá de madrugada, já é outra coisa. Por questões de segurança, não é apropriado ter animais no perímetro urbano. Já temos animais demais por aquí.”

Antonio Carlos - Promotor do Meio Ambiente

Acho que não são esses animais que estão invadindo a lagoa e sim nós que invadimos sua moradia. E mais cedo ou mais tarde eles voltariam a aparecer em seus habitats

Herilano Ramos de Carvalho

SAIBA MAIS

O jacaré do papo amarelo é típico da América do Sul. A espécie habita as florestas tropicais, preferindo áreas de baixada, em lagoas, lagos e rios. É um animal carnívoro que vive aproximadamente cinquenta anos.

São conhecidos por este nome porque durante a fase do acasalamento, estes animais costumam ficar com a área do papo amarelada.

Mede em média entre 1,5 m e 2,5 m, mas já foram capturados exemplares com mais de 3,9 m. Caracterizam-se por possuírem uma mordida forte, podendo partir o casco de uma tartaruga com extrema facilidade.