30/09/2002 14h50 – Atualizado em 30/09/2002 14h50
Sem você, paira aqui a sombra imóvel, e me desespero sufocado em fios, agendas, teclas, etiquetas e gravatas elegantes.
Quase sempre atrasado ou esquecido das rotinas inadiáveis, imprescindíveis, dos pequenos mas solares fatos por onde escoam o tempo e a paciência, as perspectivas perfeitas e inexatas.
Sua ausência estreita ainda mais estas paredes, e o disparo dos telefones, solicitações, imprevistos e urgências antecipam a voz do apocalipse.
Seu retorno pacifica o inóspito,clareia o labirinto, ordena o caos, e a vida o súbito, os papéis, os números, a confiança e as emoções reecontram a harmonia das nuvens em movimento, e tudo atende pelo nome GRATIDÃO



