07/10/2002 16h54 – Atualizado em 07/10/2002 16h54
O dólar comercial fechou hoje em alta de 3,17%, cotado a R$ 3,725 na compra e R$ 3,735 na venda. O mercado recebeu bem a confirmação de que haverá segundo turno entre o tucano José Serra e o petista Luiz Inácio Lula da Silva, mas o que se viu foi uma segunda-feira de depreciação dos ativos brasileiros. Os títulos da dívida externa brasileira operaram em queda por todo o dia e o risco-país brasileiro, em alta.
O quadro eleitoral continuou como grande fonte de especulação, com os investidores analisando as possibilidades de alianças dos candidatos que agora polarizam a disputa à Presidência. O vencimento de uma dívida de US$ 3,6 bilhões no dia 17 também foi gerador de especulação. Além disso, o cenário internacional foi de perdas, o que influenciou diretamente os títulos da dívida externa de países emergentes.
Segundo Fernando Leite, analista da corretora Quality, muitos investidores com dívidas externas ou remessas a fazer apostaram que o dólar cairia hoje e por isso adiaram suas compras para este dia. Como vários deles tiveram a mesma idéia, o dólar não teve outro caminho senão a alta.
- A aposta era de que haveria segundo turno e por isso, muitos apostaram que encontrariam um dólar mais barato hoje. Mas as compras acabaram sendo desproporcionais à oferta, o que era até esperado. Ninguém vai querer vender dólar daqui até as eleições e certamente teremos mais três semanas de pressão e volatilidade – disse ele.
Fonte: Globo News





