07/10/2002 16h16 – Atualizado em 07/10/2002 16h16
Os britânicos Sydney Brenner e John Sulston e o norte-americano Robert Horvitz foram laureados, nesta segunda-feira, com o Nobel de Medicina por suas pesquisas na área genética, informou o Instituto Karolinska, da Suécia.
Os três pesquisadores ganharam o prêmio por descobertas relacionadas a como os genes regulam o desenvolvimento de órgãos e a morte de células.
Suas pesquisas, de acordo com a citação da comissão do Nobel, lançam nova luz sobre o desenvolvimento de muitas doenças, incluindo a Aids, os derrames e problemas neurodegenerativos.
Os três cientistas dividirão um prêmio de um milhão de dólares.
O anúncio abriu a semana do Nobel, que culminará, na próxima sexta-feira, com o prestigioso prêmio da Paz.
Em sua citação, a comissão do Nobel disse que as descobertas dos três cientistas premiados nesta segunda-feira “são importantes para a pesquisa médica e lançaram nova luz sobre a patogênese de muitas doenças”.
O conhecimento sobre células mortas “nos ajudou a entender os mecanismos pelos quais alguns vírus e bactérias invadem nossas células”, acrescentou.
“Nós também sabemos que na Aids, nas doenças neurodegenerativas, nos derrames e no infarto do miocárdio, as células são perdidas como um resultado de excessiva morte de células. Outras doenças, tais como condições auto-imunes e o câncer, são caracterizadas por uma redução na morte de células, levando à sobrevivência de células normalmente destinadas a morrer”, completou a comissão.
Brenner, de 75 anos, é um pesquisador da Molecular Sciences Institute em Berkley, no estado da Califórnia.
Sulston, de 60 anos, é do Sanger Center, em Cambridge, na Inglaterra. E Horvitz, de 55, é do Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos.
O Nobel de Física será anunciado na terça-feira. No dia seguinte será a vez do prêmio de Química.
Fonte: Reuters / Associated Press





