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Bush ameaça: se o Iraque não se desarmar haverá consequências militares

08/10/2002 08h24 – Atualizado em 08/10/2002 08h24

No dia em que completa um ano do início dos bombardeios americanos ao Afeganistão, primeira frente da guerra ao terror, o presidente George W. Bush voltou à carga para arrebanhar apoio doméstico e internacional a uma guerra contra o Iraque.

No entanto, Bush não apresentou as tão esperadas provas de que o Iraque possui arsenal nuclear, em sua tentantiva de convencer os americanos da urgência de um ação militar dura contra o regime de Saddam Hussein.

Em pronunciamento à nação, Bush chamou o presidente iraquiano de document.write Chr(39)ditador assassinodocument.write Chr(39), disse que ele poderia planejar um ataque com armas químicas e biológicas contra os EUA e sentenciou: se o Iraque não se desarmar, caso contrário, Washington e seus aliados obrigarão Bagdá a fazê-lo.

  • As armas de destruição em massa do Iraque são controladas por um tirano assassino que já usou armas químicas para matar milhares de pessoas. O perigo é significativo e apenas piora com o tempo – disse Bush, reforçando as alegações que Saddam possui armas químicas e biológicas e poderia fabricar uma bomba nuclear em menos de um anos, caso obtenha uma pequena quantidade de urânio enriquecido.

document.write Chr(39)Se tivermos que agir…document.write Chr(39) – No discurso proferido em Cincinnati tendo como alvo principal os americanos contrários à perspectiva de uma nova guerra contra o Iraque, Bush disse que uma ação militar contra Bagdá não document.write Chr(39)é iminente ou inevitáveldocument.write Chr(39).

  • Se nós tivermos que agir, nós iremos tomar todas as precauções possíveis. Iremos planejar com cuidado, iremos agir com todo o poder militar dos EUA. Nós agiremos com os aliados do nosso lado. E nós iremos vencer – prometeu ele.

E fez uma clara advertência aos chefes militares iraquianos.

  • O regime iraquiano, diante da ameaça de sua destruição, poderia tentar adotar medidas cruéis e desesperadas. Se Saddam Hussein ordenar essas medidas, seus generais são advertidos a recusar a cumprir essas ordens – disse Bush.

  • Se não recusarem, devem entender que todos os criminosos de guerra serão perseguidos e castigados – ameaçou.

Risco nuclear – O pronunciamento de meia hora não foi transmitido pelas principais redes de TV aberta dos EUA, que decidiram não interromper a programação do horário-nobre por considerar que Bush não apresentaria nada de novo sobre o Iraque. Mas as redes de TV a cabo o transmitiram ao vivo.

Apesar de as próprias agências de inteligência americanas terem divulgado um relatório na última sexta-feira, no qual estimavam que Bagdá não teria condições de fabricar uma arma nuclear antes de 2010, Bush afirmou que o Iraque poderia ter tal armamento em menos de um ano.

  • Se permitimos que isso aconteça (…) Saddam Hussein poderia chantagear qualquer um que se oponha a suas agressões – disse Bush.

  • Ele estaria em posição de dominar o Oriente Médio. Estaria em posição de ameaçar os EUA. E Saddam Hussein estaria em posição de passar tecnologia nuclear a terroristas – acrescentou ele.

Saddam e Bin Laden – Repetindo acusações já feitas por seu governo, Bush disse que o Iraque treinou membros da rede terrorista de Osama bin Laden e que um document.write Chr(39)líder muito importante da Al-Qaedadocument.write Chr(39) recebeu tratamento médico em Bagdá.

O pronunciamento desta segunda-feira foi a resposta de Bush a preocupações expressadas pelos americanos com a possibilidade de uma ação militar contra Bagdá, em um momento em que republicanos e democratas disputam o controle do Senado e da Câmara dos Deputados nas eleições de 5 de novembro próximo.

Nesta terça-feira, os deputados começam a discutir uma resolução de guerra – que autorizaria Bush a usar a força militar contra o Iraque – que poderia ser votada já na quinta-feira. Espera-se que o Senado vote a resolução na próxima semana.

Bush deseja conseguir um apoio claro no Congresso americano para pressionar a ONU a aprovar uma nova e mais severa resolução no Conselho de Segurança para desarmar o Iraque.

  • Aprovar esta resolução não significa que uma ação militar é inevitável ou iminente – disse Bush, sobre as discussões no Congresso.

  • A resolução dirá à ONU e a todos os países que os EUA falam com um só voz e estão decididos a fazer com que as reivindicações do mundo civilizado tenham peso.

Fonte: Globo News

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