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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Católicos querem ajuda da ONU em casos de pedofilia na igreja

08/10/2002 09h32 – Atualizado em 08/10/2002 09h32

Uma liga de grupos católicos e de entidades de vítimas de abuso sexual por membros do clero divulgaram hoje um documento acusando o Vaticano de tentar minimizar os casos de pedofilia ocorridos em todo o mundo. Pediram também a intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU) na questão.

“A única conclusão que tiramos é a de que a Santa Sé manteve-se no mínimo intencionalmente desinformada, para não dizer negligente, em relação aos casos de abuso de criança envolvendo seus representantes”, disse a liga, encabeçada pelo grupo Católicos por uma Escolha Livre.

Os grupos planejam apresentar na quarta-feira o relatório, com 5.000 supostos casos de abuso em todo o mundo, ao Comitê de Direitos da Criança das Nações Unidas.

“Apelamos ao comitê a fim de que tome para si a séria tarefa de obrigar a Santa Sé a responsabilizar-se pela ocorrência e pela perpetuação desta crise”, dizia o documento.

A delegação da liga deve passar na terça-feira por Roma para negociar com autoridades do Vaticano antes do encontro marcado com o comitê da ONU, em Genebra (Suíça).

O lançamento do relatório, intitulado “A Santa Sé e a Convenção dos Direitos da Criança”, é feito no momento em que o Vaticano se prepara para lançar sua resposta oficial às diretrizes adotadas em junho por bispos dos EUA a fim de lidarem com os padres pedófilos.

A pior crise a atingir a Igreja Católica norte-americana eclodiu em janeiro, quando documentos revelaram que a Arquidiocese de Boston havia realocado padres acusados de molestar crianças. O escândalo ampliou-se e levou à demissão de cerca de 300 padres só no país.

Alguns afirmam que os católicos não tomaram as medidas necessárias para enfrentar a crise.

“Há indícios claros de que a Igreja tenta minimizar o escândalo ao defini-lo como um problema limitado em grande parte aos EUA”, disse o grupo Católicos por um Escolha Livre no lançamento do relatório.

Fonte: Reuters

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