08/10/2002 16h32 – Atualizado em 08/10/2002 16h32
O presidente do Congresso, senador Ramez Tebet PMDB-MS), descartou a possibilidade de que sejam votadas matérias importantes no Senado antes do dia 27 deste mês, quando será realizado o segundo turno das eleições.
“Até lá, o que vai funcionar é o processo eleitoral. A maioria dos estados terá segundo turno e não adianta querermos inventar as coisas”, ponderou.
O senador declarou que se houver algo de importante ou urgente para ser votado, o Congresso deve se reunir. “Mas o que há de transcendental para ser votado? Se não houver nada, devemos partir para as eleições, prestigiando nossos candidatos”.
Tebet declarou que poderá fazer campanha para o candidato tucano José Serra em seu estado, mas não fará viagens nacionais com esse intuito como chegou a propor o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos.
Para Tebet, é de fundamental importância que o novo Congresso eleito faça a reforma política no próximo ano. Em sua opinião, o resultado da eleição mostra que o povo não aprovou o novo modelo.
“O PFL terminou a verticalização e o eleitor misturou tudo, fazendo ?colinhas? com candidatos de diversos partidos. Tem de se respeitar a vontade do povo, pois ele vota em quem quiser”.
O presidente do Congresso não demonstrou preocupação com a eleição dos ex-senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), para o Senado, e José Roberto Arruda (PFL-DF) e Jader Barbalho (PMDB-PA), para a Câmara.
Na época em que ACM e Arruda renunciaram para escapar da cassação, Tebet era presidente do Conselho de Ética. E ele foi também sucessor de Jader à presidência do Senado, quando este renunciou, envolvido com acusações de irregularidades na Sudam.
“Eles disputaram a eleição legitimamente e venceram. Eu não tenho medo de ninguém. Só não vou levar desaforo para casa”.
Fonte: Agência JB





