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Três Lagoas
sexta-feira, 10 de abril de 2026

Prefeito Issam Fares cria Cinturão Verde

09/10/2002 18h41 – Atualizado em 09/10/2002 18h41

Há mais de 23 anos, pequenos produtores de Três Lagoas, instalados em área industrial (varjão), próximo a Usina Souza Dias, no bairro de Jupiá, reivindicam a transformação do local, em Cinturão Verde.

Sensibilizado com os interesses dos moradores, o prefeito Issam Fares, enviou projeto de lei a Câmara de Vereadores, na terça-feira, em regime de urgência, solicitando a transformação de uma área de aproximadamente 50 hectares, em Cinturão Verde, desmembrando da área industrial, para que os produtores residentes na localidade, possam manter plantação de hortifrutigranjeiros. Apresentado pelo Vereador Antônio Realino, líder do executivo, o Projeto, foi aprovado por unanimidade.

Para Maria Aparecida da Silva, 44 anos, a aprovação do projeto foi uma dádiva de Deus, pois vive no local há mais de l0 anos e sempre teve uma certa insegurança. “Para mim, a qualquer momento poderia receber uma intimação do fórum, solicitando a retirada, devido ser área do Parque Industrial, e não Cinturão Verde. Com aprovação da lei, vamos ter um pouco de tranqüilidade, graças ao prefeito Issam Fares, que sensibilizou com a nossa angústia”, comentou.

LUTA ANTIGA

Segundo Sidney Lopes dos Santos, os moradores do local reivindica há muito tempo a área. “Acho que a aprovação deste projeto um grande passo foi dado, só que não pode parar por aí. Temos agora que lutar por benfeitorias, verbas de incentivos para plantar, fertilizantes, um engenheiro agrônomo para nos orientar sobre o tratamento da terra. Quero aproveitar para agradecer os moradores do Cinturão Verde que somaram esforços para conseguir junto ao poderes Executivo e o Legislativo, esse benefício”, frisou Lopes.

A moradora, Rosana Silas Souza, 45 anos, ressaltou que essa vitória é graça ao prefeito Issam Fares, e luta dos moradores. “Ainda temos muito que conquistar. Mas podemos nos tranqüilizar visto que de agora em diante não vai entrar nenhuma indústria onde nos encontramos, a lei aprovada não permite. Vamos produzir com tranqüilidade, e com a certeza que do nosso espaço físico já conquistado ninguém vai nos tirar de lá. Queremos agora um pouco de infra-estrutura, e que nossa produção tenha o devido valor”, desabafou.

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