09/10/2002 14h54 – Atualizado em 09/10/2002 14h54
O governo privilegiou os projetos estratégicos na alocação dos R$ 1,577 bilhão de novos gastos que foram autorizados hoje. Os programas receberam R$ 479,6 milhões do total da liberação. Entre os projetos estratégicos, o secretário de Orçamento, Hélio Tolini, disse que um dos que terá mais recursos é o de manutenção de estradas.
Outros R$ 480,4 milhões foram distribuídos entre os demais ministérios. Em valores nominais, o Ministério dos Transportes ganhou a maior fatia dos recursos, descontados os projetos estratégicos. A ampliação dos gastos da área poderá ser de R$ 110 milhões, ou 9,47% do total previsto.
Em seguida, vem o Ministério da Defesa que ganhou um reforço no Orçamento de R$ 70,1 milhões, o que em termos percentuais representa apenas 1,89% de acréscimo sobre o que já estava previsto.
O Ministério da Integração ganhou R$ 68 milhões, ou 9,65% de aumento do limite já definido anteriormente.
O Ministério das Relações Exteriores teve o limite ampliado em R$ 58,8 milhões (11,04% de aumento). Nesse caso, a avaliação foi técnica. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guardia, a maior parte das despesas do Ministério das Relações Exteriores está atrelada ao dólar e, com a variação da taxa de câmbio, havia necessidade de mais recursos para a área.
O Ministério do Trabalho também ganhou mais R$ 50 milhões, o que representa um aumento de 7,53% no limite de gastos. A Agricultura poderá gastar mais R$ 54 milhões, o que significa um aumento de 8,01%.
Guardia disse que os recursos foram distribuídos procurando-se recompor o limite daqueles ministérios que foram mais prejudicados com os cortes orçamentários de fevereiro.
Dentro do novo limite, existem ainda R$ 617 milhões que estão como reserva, que é uma margem para o governo lidar com problemas específicos que surgem ao longo do tempo. document.write Chr(39)document.write Chr(39)Já está certo que essa reserva será gasta, mas ao longo dos próximos meses, de acordo com as necessidadesdocument.write Chr(39)document.write Chr(39), disse Tolini.
No início do ano, em fevereiro, o governo cortou o limite de gastos do Orçamento em R$ 12 bilhões. Ao longo do ano, foram sendo feitos ajustes e liberações de parte desses recursos. Em setembro, foram liberados R$ 1,5 bilhão de gastos e agora mais R$ 1,577 bilhão. Com isso, os gastos autorizados para 2002 ainda estão R$ 850 milhões abaixo do limite permitido em fevereiro.
Fonte: Folha Online




