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sábado, 11 de abril de 2026

EUA podem estar prontos para a guerra ainda neste ano

10/10/2002 15h07 – Atualizado em 10/10/2002 15h07

Os militares norte-americanos podem estar prontos para entrar em guerra contra o Iraque ainda neste ano, apesar de o presidente George W. Bush não ter decidido apertar o gatilho contra o regime de Saddam Hussein, segundo fontes oficiais e analistas.

Especialistas dentro e fora do governo disseram que cinco porta-aviões podem estar no litoral do Iraque com 350 aviões até dezembro. Para levar dezenas de milhares de soldados, os Estados Unidos precisariam de menos tempo que os seis meses necessários na preparação para a Guerra do Golfo, em 1991.

Se quiserem, os Estados Unidos podem enviar três porta-aviões da Califórnia e do Japão para se juntarem ao Abraham Lincoln, que está no golfo Pérsico, e o George Washington, atualmente no Mediterrâneo.

Além disso, já há 300 aviões em bases na Turquia e na ilha britânica de Diego Garcia, no oceano Índico. Mas os analistas notam que é impossível fazer tal movimentação secretamente.

“Não estamos em pé de guerra”, disse uma fonte do governo, que pediu anonimato. “Mas não estamos em 1991. Temos tanques e muitas coisas na região, esperando motoristas e operadores.”

Segundo um militar de alta patente, os Estados Unidos e seus aliados preferem lutar no inverno a enfrentar o calor do deserto. Além disso, os instrumentos que usam o calor para detectar armas inimigas trabalham melhor nessas condições.

Missão Clandestina

Autoridades norte-americanas confirmaram a reportagem publicada pelo jornal “The New York Times”, segundo a qual uma força de elite das Operações Especiais recebeu ordens de se juntar temporariamente a uma guarnição clandestina da CIA (inteligência dos EUA) para uma fase preliminar do confronto.

Segundo autoridades e analistas, uma guerra contra o Iraque se basearia no uso de aviões, e por isso não seriam necessários os 500 mil homens deslocados na primeira Guerra do Golfo, em 1991.

“É possível começar uma guerra razoavelmente boa em dezembro, tendo pelo menos um par de divisões pesadas (cerca de 40 mil homens) na região”, disse o ex-secretário-assistente de Defesa Larry Kolb, que hoje faz parte do Conselho de Relações Internacionais em Nova York.

Segundo ele, é possível enviar soldados incialmente pelo sul do Iraque e esperar que as forças de Saddam se rendam rapidamente. Neste caso, disse ele, bastariam 100 mil homens para tomar o Iraque.

Guereiros

Caso se decida pela guerra, Bush teria de usar seus poderes de emergência para convocar dezenas de milhares de reservistas. Cerca de 60 mil desses “combatentes de fim de semana” estão sendo treinados desde os ataques de 11 de setembro de 2001. Muitos outros podem ser chamados para atividades como reabastecimento de aviões ou controle de tráfego.

Também como parte da preparação, o Comando Central dos EUA, responsável pelo tema do Iraque, anunciou no mês passado que enviará em novembro 600 oficiais de alta patente de sua sede, na Flórida, para o Qatar.

O próprio general Tommy Franks, chefe do Comando Central, participará de um exercício de três semanas na base aérea de Al Udeid, perto de Doha.

Fonte: Reuters

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