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sábado, 11 de abril de 2026

Começa julgamento de ex-secretário particular de Lady Diana

14/10/2002 10h06 – Atualizado em 14/10/2002 10h06

O secretário particular da princesa Diana, Paul Burrell, a quem ela chamava de “meu rochedo”, declarou inocência hoje sobre a acusação de furtar centenas de objetos pessoais dela, de cartas a lingeries.

Burrell trabalhou com Diana até a morte dela, num acidente de carro em 1997. Ele organizava sua agenda, conduzia seu carro e estava a seu lado em todos os eventos de caridade dos quais ela participava.

No ano passado, ele foi indiciado pela polícia pelo furto de 342 itens da casa da princesa em Londres, avaliados em mais de 5 milhões de libras (UU$ 7,8 milhões). Seu julgamento agora atrai enorme atenção da imprensa internacional, mostrando que, mais de cinco anos após a morte dela, a princesa continua sendo uma celebridade de grande apelo.

Entre os jornalistas que acompanham o caso está Domminick Dune, da revista norte-americana “Vanity Fair”, que recebeu vários prêmios pela cobertura do julgamento de O. J. Simpson, astro do futebol americano acusado de assassinato na década de 1990. Também há artistas e equipes de filmagens dos Estados Unidos, Canadá e Japão.

“Nos Estados Unidos, as pessoas ainda são fascinadas com tudo que tenha a ver com Diana”, disse Ginanne Brownell, que cobre o caso para a revista “Newsweek”. “Diana é vista como intrigante, como um personagem de uma tragédia de Shakespeare”, afirmou ao jornal “Sunday Telegraph”.

Numa audiência preliminar em agosto, Burrell já havia declarado inocência com relação a três acusações de furto, contra Diana, seu ex-marido, o príncipe Charles, e um de seus filhos, William.

Seu advogado, Andrew Shaw, disse que várias peças de roupas apontadas pela polícia como furtadas na verdade pertencem à mulher de Burrell. Segundo Shaw, a polícia está buscando publicidade com o assunto.

Entre as testemunhas que devem depor estão a mãe de Diana, Frances Shand Kydd, e uma irmã da princesa, lady Annabel Goldsmith.

Não é a primeira vez que a primeira sala do tribunal Old Bailey, de Londres, recebe tanta atenção. Ali foi julgada, por exemplo, Ruth Ellis, a última mulher executada no país. O julgamento de Burrell deve durar entre cinco e seis semanas.

Fonte: Reuters

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