14/10/2002 13h31 – Atualizado em 14/10/2002 13h31
Um projeto pioneiro em nove fazendas do Pantanal tenta acabar com a matança de onças pintadas. Os fazendeiros estão sendo indenizados quando perdem alguma cabeça de gado morta pelo felino.
Peão de comitiva no Pantanal tem de enfrentar um inimigo feroz.
Palavra de quem há mais de 40 anos vive no pantanal. A fazendeira leva os pesquisadores até uma carcaça de bezerro. O ataque foi há uma semana. Eles analisam o que restou do animal.
A conversa é para tentar saber que espécie de onça atacou o bezerro.
A experiência dos pantaneiros ajuda na pesquisa.
Nesse caso foi um ataque de onça pintada. E por atacar o rebanho as onças muitas vezes são perseguidas por pantaneiros.
Foi identificado que o abate de onça que estavam pegando o gado era a única ameaça da espécie nessa região.
Diante da ameaça, os pesquisadores decidiram pagar para a onça ser preservada.
Os ataques normalmente acontecem de madrugada. Só numa fazenda no Pantanal do Rio Negro teve um ano em que 70 animais foram mortos por onças. Normalmente era o fazendeiro que assumia o prejuízo, a partir de agora, sempre que aparecer um animal morte e for confirmado ataque de onça o fazendeiro vai ser indenizado por isso. Para cada animal morto o fazendeiro recebe 250 reais.
Mas antes de liberar o dinheiro é feita uma confirmação. Os pesquisadores analisam, fotografam e marcam o local do ataque seguindo a localização por satélite. tanto trabalho tem um objetivo: atrair parceiros na luta para preservar a espécie.
Só para este ano o Fundo para a Conservação da Onça Pintada já tem disponíveis 200 mil reais. O dinheiro veio de fora, doado pela ong Conservation International. A parceria no projeto é também do Earthwatch Institute. Foi com dinheiro estrangeiro que os pesquisadores Leandro e Ana Teresa conseguiram também ajuda tecnológica para estudar as onças.
Os pesquisadores contam também com um olho eletrônico. Eles vão instalar 50 armadilhas fotográficas como esta para monitoras a vidas das onças no pantanal.
Há 11 anos estudando onças, Ana Teresa e lLandro testam o equipamento que funciona com um sensor infra vermelho.
As fotos são catalogadas e todas as informações vão para o computador. Os pesquisadores querem com isso saber qual a verdadeira situação da espécie no pantanal e propor um manejo diferenciado. Além da indenização pela perda de animais os moradores do pantanal também vão ser beneficiados.
Eles recebem atendimento médico odontológico através de parceria ddo projeto com a UFMS.
Fonte: TV Morena





