14/10/2002 15h14 – Atualizado em 14/10/2002 15h14
O esboço da carta de intenções da Argentina ao Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria incluiria um maior ajuste fiscal e um aumento de tarifas dos serviços públicos, entre outras exigências para chegar a um acordo, adiantou a imprensa de Buenos Aires.
“O FMI quer que o superávit fiscal consolidado de 1,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), previsto pela equipe econômica, seja ampliado e chegue aos 2,3 por cento”, afirmou o jornal Clarín, em sua edição do domingo.
O presidente argentino, Eduardo Duhalde, havia declarado, no sábado, que “foi praticamente encerrado o trabalho técnico para um acordo com o FMI”.
Segundo o jornal La Nación, “o FMI mantém três exigências pendentes de resolução: o ajuste das tarifas dos serviços públicos, uma solução definitiva para a retirada de depósitos através de recursos apresentados à Justiça e a liberação do mercado cambial”.
De acordo com fontes do Ministério da Economia, “a carta de intenções, que se espera assinar nas próximas duas semanas para que o FMI a confirme em meados do próximo mês, não incluiria fundos ativos, mas o reembolso de reservas, de um bilhão de dólares”, informou ainda La Nación.
O FMI exige também “um maior esforço do conjunto das províncias (para reduzir seu déficit) e quer que os governadores façam um document.write Chr(39)gesto político de consensodocument.write Chr(39) em favor do acordo”, ao estilo do compromisso selado pelos candidatos brasileiros à Presidência, numa reunião com o presidente Fernando Henrique Cardoso, acrescentou o Clarín.
Fonte: Agência France Presse



