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sábado, 11 de abril de 2026

OMS: governos devem aumentar preço do cigarro para evitar mortes

14/10/2002 16h58 – Atualizado em 14/10/2002 16h58

A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu aos governos que aumentem os preços de cigarros e tabaco em pelo menos 5%, acima a inflação, dizendo que isso poderia salvar milhões de vidas.

Citando um relatório do Banco Mundial, a agência das Nações Unidas disse que um aumento de 10% induziria 40 milhões de pessoas em todo o mundo a deixar de fumar e outros milhões a jamais começariam.

“Esse aumento de preço salvaria 10 milhões de vidas. Nove milhões de mortes prematuras evitadas seriam nos países em desenvolvimento”, informou a OMS.

Mas se os países considerarem os 10% excessivos, eles devem começar com 5%.

“O aumento do imposto sobre o cigarro é uma intervenção de saúde pública eficaz, especialmente na área da prevenção da iniciação”, afirmou a agência.

Impostos maiores reduziriam a demanda de tabaco de forma mais severa em países pobres e entre os jovens, disse a OMS.

A OMS, que tem sede em Genebra, emitiu o pedido na véspera da nova rodada de negociações de seus 192 países-membros para fechar o primeiro tratado internacional de combate ao fumo.

A Convenção Preliminar para o Controle do Tabaco, cujas negociações começaram em 1999, deve ser concluída até maio de 2003, quando a OMS realiza uma assembléia geral.

A agência de saúde revisou recentemente suas estimativas sobre o número anual de mortes por doenças relacionados ao fumo, que passou de 4,2 milhões para 4,9 milhões, devido ao aperfeiçoamento de pesquisas sobre a extensão e as causas de doenças cardiovasculares nos países em desenvolvimento.

A OMS informou também que sua previsão de 10 milhões de mortes em 2030 está provavelmente errada – e para menos.

O rascunho do tratado prevê que os países comprometam-se a eliminar a propaganda de cigarro e o uso de termos como document.write Chr(39)suavedocument.write Chr(39) e document.write Chr(39)baixos teoresdocument.write Chr(39) nas embalagens, que a OMS considera enganosos.

Fonte: Reuters

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