14/10/2002 15h49 – Atualizado em 14/10/2002 15h49
Ele foi um dos maiores ídolos da primeira geração de ouro do vôlei brasileiro a que conquistou a medalha de ouro da Olimpíada-92, conheceu o lado ruim ao se aventurar no vôlei de praia e voltou à seleção para se consagrar definitivamente, como um dos líderes e heróis da conquista do inédito título de campeão mundial, ontem, na Argentina.
O ponta Giovane, 32, autor dos dois últimos pontos da vitória brasileira sobre a Rússia na final do Mundial-2002 disse hoje em São Paulo que vive um momento muito especial em sua carreira e que a reserva não o incomoda mais.
“Vivo um momento muito especial, estou muito feliz de continuar vestindo a camisa 3 da seleção brasileira e apaixonado [em referência à bela namorada Priscila, que estava na plateia]. Quando jogava de titular em 1992 e 1993 não tinha a visão que tenho hoje e não dava tanto valor para os outros seis que estavam no banco. Hoje sei como é importante ser um bom reserva.”, disse o jogador, na entrevista coletiva concedida pela seleção ao desembarcar em São Paulo.
Segundo Giovane, é papel do reserva pressionar o titular para que ele jogue tudo o que sabe e, quando tiver uma oportunidade de entrar em quadra, ser decisivo. “Quando você entra não pode errar sequer um saque. Você entra num momento decisivo e tem muita responsabilidade: tem que mudar um jogo e virar um placar.”
A definição de Giovane se aplica muito à campanha do Brasil no Mundial, quando ele, o levantador Ricardinho e o ponta Anderson tiveram papel decisivo em alguns dos principais jogos da campanha.
Com esta consciência, Giovane consegui ser, mesmo no banco, um dos maiores líderes do grupo atual.
Sempre puxando a fala nas reuniões dos jogadores, o ponta utilizou de seu mais novo talento, a poesia, para motivar seus companheiros. Ele leu um poema seu intitulado “Um Diamante de 12 Pontas” na preleção da final, em alusão ao brilho e à união do grupo formado por 12 jogadores.
Fonte: Folha Online





