14/10/2002 15h24 – Atualizado em 14/10/2002 15h24
Mesmo com a crise financeira e a possível permanência de um quadro econômico similar ao das últimas cinco semanas, o sucessor do presidente Fernando Henrique Cardoso receberá um caixa com pelo menos 83 bilhões de reais, disse o secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guardia.
De acordo com o secretário, esse dinheiro seria suficiente para afastar, pelo menos no primeiro trimestre de 2003, o risco de um calote da dívida pública.
Dos R$ 83 bilhões, ainda segundo o secretário, R$ 26 bilhões são o “colchão de liquidez”, montado pelo governo para honrar os títulos da dívida pública que vencem no primeiro trimestre.
Haverá também dinheiro suficiente para pagar a folha, próxima de R$ 6 bilhões, a conta mensal da Previdência, de R$ 7 bilhões, e os R$ 4 bilhões de custeio da máquina, disse Guardia.
O sucessor de FHC herdará ainda contratos de refinanciamento da dívida de 24 Estados e mais de 180 municípios que hoje somam um crédito de R$ 224 bilhões que a União tem a receber.
“Não faltarão pressões para abrandar as regras desses contratos, que consomem até 13 por cento das receitas líquidas de governadores e prefeitos”, disse.
Fonte: Agência RBS




