15/10/2002 14h36 – Atualizado em 15/10/2002 14h36
Sem pai, que faleceu há alguns anos, com a mãe desempregada e recuperando-se de uma cirurgia, sem ter a quem recorrer, mesmo assim o pequeno Júnior Pereira da Silva, 12 anos, morador da periferia de Rio Branco, tem o desejo de tornar-se um vencedor reconhecido por empresários que possam lhe dar pelo menos condições para disputar de igual para igual com seus adversários.
Apeaar de tudo isso, ele já venceu pelo menos cinco corridas disputadas nos bairros de Rio Branco, sendo a última promovida pelo desportista Manoel do Carmo.
Júnior não sabe quantas vezes teve que levantar o troféu, mas lembra que pelo menos em três competições teve que ir correr sem ter tomado o café da manhã.
O garoto desafia quem tenha sua idade e corra descalço e com suas condições para competir com ele. Pede a quem desejar e puder ajudá-lo que o faça, pois tem esperança de que sua vide melhore e que ele possa apenas estudar e competir.
Júnior Pereira da Silva tem 12 anos, é filho da viúva Maria Pereira, e mesmo não tendo o que comer em determinadas ocasiões, não deixa de treinar ou competir. Como aliado tem apenas Juscelino, um corredor que também depende de patrocinadores para competir e não reúne muitas condições para ajudá-lo.
Este garoto garante que um dia quem o ajudar hoje será recompensado, pois acredita que mesmo com dificuldades ainda conseguirá ser reconhecido por tudo que vem praticando. Ele sabe que somente através do esporte poderá um dia ajudar a mãe e a irmã. Não importa se corre descalço ou se sai sem tomar café da manhã. Mas garante que as vezes pensa em parar, simplesmente por não ter o que comer.





