15/10/2002 08h42 – Atualizado em 15/10/2002 08h42
O candidato governista à Presidência, José Serra (PSDB), disse ontem à noite que a decisão do Banco Central de aumentar a taxa básica de juros em três pontos percentuais não vai influenciar a campanha eleitoral.
“Não creio que tenha nenhuma influência maior para as eleições. Não vejo que os efeito possam ter tradução eleitoral”, disse ele durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
“O Banco Central adotou uma medida forte”, admitiu Serra, ao comentar o aumento de 18 por cento para 21% da taxa de juros, segundo decisão do Copom na segunda-feira. “É uma medida dura. O dólar está subindo muito, o Banco Central deve ter tido suas razões”, disse.
De maneira indireta, o candidato da coligação PSDB-PMDB disse que seu adversário no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva, é parcialmente responsável por provocar a instabilidade dos mercados.
“Por quê o dólar está subindo?”, perguntou ele. “Está subindo principalmente dada a crise internacional, mas paralelamente a isso é a incerteza sobre a política econômica a ser adotada a partir de janeiro.”
“Uma vez resolvido o processo eleitoral, eu confio que eu serei presidente e o dólar cairá e a taxa de juros cairá logo em seguida”, disse Serra.
Logo depois, repetiu de forma enfática: “Cai o dólar e cai o juros”, na hipótese de vencer as eleições.
Depois, Serra criticou o que chamou de “ambig idade” do PT.
“O PT acende uma vela para Deus e outra para o Diabo, em matéria de economia. Isso é uma constatação. Eles acenam para o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) de um lado e para o FMI (Fundo Monetário Internacional) de outro.”
Fonte: Reuters




