28.6 C
Três Lagoas
domingo, 12 de abril de 2026

Diminui o número de doações de órgãos e tecidos em Mato Grosso

16/10/2002 15h58 – Atualizado em 16/10/2002 15h58

Até o início do ano passado, a maioria dos transplantes realizados no estado de Mato Grosso eram feitos com órgãos doados pela família de pessoas que tiveram a morte cerebral diagnostica. Este ano está ocorrendo o inverso, boa parte dos transplantes estão sendo feitos com doadores vivos.

Segundo o médico Carlos de Almeida Bouret, quando a pessoa recebe a notícia da morte de um membro da família o impacto é muito grande e com o emocional abalado poucos conseguem raciocinar a ponto de doar os órgãos.

Na opinião do doutor a população ainda não está conscientizada para fazer a doação em vida. Com a criação da Central de Transplante, a retirada dos órgão só é feito depois de confirmada a morte cerebral, por pelo menos três equipes médicas.

O primeiro transplante realizado no estado aconteceu em 1992 e a partir de 98 a equipe do doutor Bouret passou as cirurgia no Hospital Santa Rosa, que o único credenciado junto ao SUS para realizar o procedimento.

Depois de vários anos de na fila de espera por um rim, Pedro Pinheiro da Silva, de 41anos conseguiu finalmente se livrar das sessões de hemodiálise. Um parente doou um rim que foi transplantado no início desde mês no Hospital Santa Rosa pela equipe de nefrologista do doutor Carlos de Ameida Bouret que realizou no estado mais de 100 transplantes.

Esta semana o paciente receberá alta e dependendo do período de recuperação, que geralmente leva no máximo 4 meses, se não houver nenhum problema, ele poderá voltar ao trabalho normalmente.

Segundo o doutor Bouret, o paciente esta se recuperando num ritmo satisfatório e em poucos meses voltará a viver sem nenhum problema. Hoje devido a tecnologia e o desenvolvimento de drogas mais eficazes o risco de rejeição é muito pequeno, informou o Urologista.

Ele disse ainda que, dificilmente um pacientes transplantado vai a óbito em função da cirurgia. Na maioria dos casos, explica o médico, a morte está relacionada a alguma infecção contraída no meio ambiente que pode provocar o surgimento de tumores, devido a baixa resistência imunológica.

Fonte: 24horasnews

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.