16/10/2002 14h21 – Atualizado em 16/10/2002 14h21
Um estudante de 12 anos na Costa do Marfim, na África, trabalha de cupido on-line para mulheres analfabetas que procuram por um marido e querem, na verdade, deixar o continente.
Em um cibercafé de Abidjan -no leste da África-, Mohammed navega horas por dia na internet em busca de maridos para sua clientela. E não é qualquer marido, segundo ele. “Quando pergunto a elas que tipo de homem procuram, elas dizem a mesma coisa: branco, com casa própria, cerca de 50 anos e, bem, com alto poder aquisitivo”, diz o garoto.
Mohammed diz que a maioria de suas clientes é analfabeta ou não sabe usar o computador.
Para ganhar um dinheiro, Mohammed ajuda essas “caçadoras de homens” a enviar suas mensagens de amor pela internet, além de ler os e-mails recebidos de seus pretendentes.
“Esses sites têm a ver com amor, mas quando você conhece essas meninas, percebe que não é exatamente amor que elas estão procurando”, disse Mohammed.
Passagem para a Europa
Kone Adjouma, responsável pelo cibercafé onde Mohammed trabalha, disse que a maioria das clientes do garoto tem entre 18 e 20 anos e procuram por homens brancos que facilitariam sua ida para a Europa, Canadá ou Estados Unidos.
“Algumas vezes, depois de um tempo, o cara vem até aqui para conhecer a família. Então envia uma passagem aérea e um pouco de dinheiro para que elas consigam seus documentos para viajar”, disse Adjouma.
Fonte: Folha Online





