17/10/2002 14h53 – Atualizado em 17/10/2002 14h53
RIO – Cerca de 30 homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar estavam aguardando a saída do candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), para evitar uma maior aglomeração de mata-mosquitos que aguardavam o candidato. Cinco homens do Exército estavam também nas imediações, além de vários soldados da Polícia Militar. Os agentes do Batalhão de Choque fizeram um cordão de isolamento para que a comitiva de Serra conseguisse sair da garagem do prédio, que fica no centro do Rio.
Mais cedo, ex-funcionários da Fundação Nacional de Saúde invadiram o auditório da ABI onde Serra estava reunido com vários políticos que o apóiam, como o presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves; o vice-presidente da República, Marco Maciel; o prefeito do Rio, César Maia; e o presidente nacional do PSDB, José Aníbal, entre outros. Os manifestantes foram expulsos a socos e pontapés do auditório, lotado por 200 pessoas, a maioria militantes do candidato ao Senado Sérgio Cabral Filho.
Após o ocorrido, os presentes atribuíram a autoria do tumulto a militantes do adversário de José Serra, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. O deputado Moreira Franco classificou o episódio como “violento e fascista”. “Os nossos adversários têm outros métodos. Nós queremos constituir uma vida democrática, com respeito ao direito da pessoa se manifestar seu ponto de vista”.
José Serra atribuiu a manifestação à CUT, que, segundo ele, vem servindo como braço partidário do PT. Na opinião de Serra, isso não faz bem ao partido, à entidade e nem aos movimentos sindicais do Brasil.O candidato está neste momento na Associação Brasileira de Metrologia, onde assina um documento no qual se compromete a intensificar o combate à corrupção.
Fonte: Agência JB





