21/10/2002 09h49 – Atualizado em 21/10/2002 09h49
SEUL, Coréia do Sul – A Coréia do Norte declarou nesta segunda-feira que está pronta para conversar sobre seu programa de armas nucleares sob a condição de que os Estados Unidos retirem seu discurso hostil ao país.
No segundo de três dias de reuniões em Pyongyang, autoridades sul-coreanas disseram que a segunda mais alta autoridade da Coréia do Norte, Kim Yong Nam, afirmou estar disposto a discutir o assunto se Washington mudar sua postura.
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Veja a reportagem de Sohn Jie-Ae, da CNN.
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Kim disse que seu país – acusado pelo presidente norte-americano George W. Bush de integrar um “eixo do mal” juntamente com o Iraque e o Irã – estará pronto para o diálogo se os Estados Unidos “não o tratarem como inimigo”, de acordo com a televisão sul-coreana YTN.
“Nós encaramos seriamente essa situação”, disse Kim ao chefe da delegação sul-coreana, Jeong Se-hyun, segundo agências de notícias.
“Se os Estados Unidos estiverem dispostos a abandonar sua política hostil para a Coréia do Norte, nós também estaremos prontos a resolver questões de segurança através do diálogo”, assegurou.
As declarações de Kim foram a primeira resposta oficial à revelação, feita pelos Estados Unidos na semana passada, de que a Coréia do Norte havia admitido ter um programa de armas nucleares.
Sob um acordo selado em 1994, a Coréia do Norte congelaria seu programa de armas nuclear em troca da construção no país de dois reatores nucleares por um consórcio liderado pelos Estados Unidos e do recebimento de carregamentos norte-americanos de combustível.
Mas a Coréia do Norte acusa os Estados Unidos pela não implementação do acordo, o qual disse estar em um “momento crítico”.
“Oito anos após a adoção do acordo, os Estados Unidos ainda estão na faixa de largada. A provisão de um reator nuclear está muito atrasada e o acordo chegou a um ponto crítico”, segundo uma transmissão da Rádio Pyongyang transcrita pela agência de notícia sul-coreana Yonhap.
O secretário-assistente de Estado norte-americano James Kelly está em Tóquio para manter consultas sobre o assunto com autoridades japonesas.
Fonte: Associated Press e Reuters




