21/10/2002 10h54 – Atualizado em 21/10/2002 10h54
SÃO PAULO – O ministro da Casa Civil, Pedro Parente, disse há pouco que um dos principais desafios do novo governo será universalizar o acesso à internet, atingindo a população mais pobre. Segundo ele, sua equipe está concluindo uma avaliação das ações feitas até agora para definir as sugestões que serão deixadas para o grupo de transição.
Parente, que participa do seminário “Inteligência Digital e Comércio Eletrônico” promovido pelo Valor Econômico, é o responsável pela comissão de governo eletrônico no âmbito federal. Ele considerou que há duas questões que hoje impedem a universalização do acesso: a falta de microcomputadores e de familiaridade dos usuários com os recursos de informática.
De acordo com o ministro, “o governo federal está trabalhando para ampliar o número de pontos públicos de acesso”, mas a elevada carga tributária que incide sobre os equipamentos de informática, como ressaltou, encarece a aquisição de microcomputadores e estimula o mercado “cinza”, de equipamentos feitos com contrabando.
Na questão da educação, Parente lembra que a universalização vai exigir que milhares de brasileiros sejam treinados para se familiarizar com o uso da internet. Além disso, ele recordou a alta carga tributária que recai sobre os serviços de telecomunicações, em uma média de 41% da receita das operadoras.
- Essa é outra barreira de entrada para que possamos ver mais famílias com acesso à internet e neste caso a responsabilidade principal não é do governo federal, mas dos estaduais – disse em referência ao ICMS, maior fatia dos tributos cobrados das telecomunicações.
Parente acrescentou que 800 quiosques de auto-atendimento ao cidadão serão instalados pela administração federal em locais públicos até o fim do ano.
- Caso o próximo governo dê continuidade ao projeto, deverá instalar outros 3,5 mil pontos até o fim de 2003 – considerou.
Fonte: Valor Online




