25/03/2003 15h52 – Atualizado em 25/03/2003 15h52
O dólar comercial encerrou a terça-feira alheio ao noticiário da guerra e registrando queda de quase 1%. Depois de operar na mesma tendência durante todo o dia, a divisa norte-americana terminou negociada a R$ 3,367 para compra e R$ 3,37 para venda, uma queda de 0,96% em relação ao fechamento de ontem. Durante os negócios, a moeda oscilou entre a cotação mínima de R$ 3,362 e a máxima de R$ 3,405.
O Banco Central vendeu US$ 376,2 milhões em contratos de swap cambial na tarde desta terça-feira e, junto a três operações anteriores, concluiu com folga a rolagem da dívida cambial de US$ 3,1 bilhões que vence no dia 1º de abril, a maior enfrentada pelo governo Lula até agora. Com o sucesso da operação, o dólar aumentou a tendência de queda no início da tarde.
Operadores afirmam que a expectativa de entradas de recursos no país, reforçada na véspera por uma captação externa da Petrobras, também repercutiu positivamente no mercado.
“O câmbio está muito tranqüilo e continua na contramão dos mercados lá fora que continuam sem muita tendência. O fluxo continua positivo e a conclusão da captação da Petrobras ontem muito positiva pois, além de ser de longo prazo, ainda teve volume muito grande”, disse um gerente de câmbio de um banco de investimentos em São Paulo. “Eu acho que não há espaço e nem motivos para uma alta do dólar, mas também não dá para dizer que possa haver um rali, já que quando o dólar cai muito alguns compradores aparecem”, acrescentou o gerente.
Na noite da segunda-feira, a Petrobras informou ter concluído a captação de US$ 400 milhões em bônus de cinco anos no mercado externo. Além de a venda ter sido duas vezes maior do que a emissão inicial, a empresa ainda informou que a demanda foi 3,5 vezes superior aos US$ 200 milhões inicialmente oferecidos. A Petrobras foi a primeira empresa não-financeira a captar recursos com prazo superior a 12 meses neste ano.
Além dela, na sexta-feira, o Banco Real ABN Amro fechou captação de US$ 150 milhões em eurobônus de nove meses. Os bancos Bradesco e Itaú também desenham operações de longo prazo, lastreadas em fluxo de pagamentos no exterior.





