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terça-feira, 9 de junho de 2026

Professores não conseguem reajuste

26/03/2003 07h44 – Atualizado em 26/03/2003 07h44

O secretário de Educação, Hélio de Lima, disse ontem que considera “justa” a reivindicação dos professores. “Mas neste momento o governo do Estado tem dificuldade em dar reajuste”, avisou. “Nossa proposta é encaminhar proposta para a Assembléia Legislativa para que os professores já saibam o aumento que vão ter para o próximo ano”, emendou. Segundo ele, esse plano de educação, a ser enviado para a Assembléia, já está sendo trabalhado com a participação dos professores. Hélio de Lima disse que a situação financeira do governo ainda não permite a concessão de reajuste. “Zeca tem ido para Brasília, está discutindo o ressarcimento de estradas federais. Também tem discutido a dívida com a União, que é muito grande. De R$ 30 milhões repassados no mês passado, se R$ 10 milhões ficassem para o Estado teríamos condições de dar algum reajuste”. O secretário disse que a paralisação dos professores e funcionários administrativos do Estado está sob controle. “O importante de tudo isso é que o governo está negociando com a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), e estamos contando que o desgaste seja menor para todos”, explica. Colocando em questão hipótese de uma greve mais longa, o secretário ainda conclamou a população para que entenda a situação do governo e ajude no impasse. “Estamos contando com o apoio de todos para que não tenhamos que repor as aulas aos sábados e em janeiro do ano que vem”, pediu. Melhor salário Levantamento feito pela Secretaria de Estado da Gestão Pública mostra que os professores das escolas estaduais de Mato Grosso do Sul recebem salários maiores do que os profissionais de Estados da Região Sul do Brasil, que figuram entre os mais desenvolvidos do País e onde o custo de vida é mais alto. Para se ter um exemplo, um professor sul-matogrossense com licenciatura que leciona em apenas um período (manhã, tarde ou noite) ganha 93% a mais do que um docente com a mesma qualificação de Santa Catarina: R$ 474,00 (MS) contra R$ 246,30 (SC). Para os professores com curso superior que lecionam em dois turnos, Mato Grosso do Sul paga R$ 949,20 enquanto Santa Catarina paga R$ 492,60, Rio Grande do Sul R$ 724,12 e Goiás (Estado cuja economia se equipara a do MS), R$ 763,92. Na faixa de professores que cursaram apenas o magistério (segundo grau), os salários de Mato Grosso do Sul por 40 horas/aula (dois períodos) também é maior, comparados aos destes Estados: R$ 632,80 (MS), R$ 560,64 (RS), R$ 506,67 (GO) e R$ 437,12(SC). No ranking nacional da categoria, Mato Grosso do Sul paga o terceiro maior salário, atrás apenas de São Paulo e do Distrito Federal, onde o custo de vida é bem mais elevado, segundo o Governo. O governo do Estado emprega 25 mil pessoas no setor de Educação, sendo que deste total, mais de 17 mil são professores (Agência Popular)

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