26/03/2003 09h12 – Atualizado em 26/03/2003 09h12
Marli Lange Pelo menos 500 professores e trabalhadores da educação de Dourados e região participaram ontem de manifestações em favor de reajuste salarial. O movimento iniciou de manhã com entrega de panfletos na Praça Antônio João. Por volta das 16h, foi realizada uma passeata tendo ponto de partida da Escola Estadual Presidente Vargas até Praça Antônio João, onde aconteceu um ato público. Além de faixas e cartazes, até um caixão foi utilizado durante a manifestação. O movimento se estendeu até por volta das 5h30, quando os manifestantes começaram a se dispersar. O dia de paralisação aconteceu em todo Estado. Em Dourados foram pelo menos 34 escolas ficaram sem aulas, incluindo as escolas municipalizadas. Em Campo Grande uma comissão de professores que faz parte da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) teria uma audiência com o secretário de Estado de Educação, Hélio de Lima. Na Capital a manifestação foi controlada pela Polícia Militar. De acordo com a integrante do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação), Elisa Romero, até ontem os professores não haviam recebido nenhuma proposta de reajuste salarial do governo do Estado. As negociações vão continuar até a data em que está marcado o indicativo de greve, em 13 de abril. “O movimento vai se intensificar até lá, até se esgotarem todas as negociações”, disse. Os professores estão reivindicando 35% de reajuste, já os funcionários administrativos estão pedindo uma reposição emergencial de 50%, enquanto que o Grupo do Magistério quer uma política de valorização. A categoria alega que os trabalhadores em educação possuem hoje a menor média salarial do funcionalismo público estadual, mesmo com nível superior. O menor salário de um professor com magistério e carga horário de 20h é de R$ 316,35.





