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terça-feira, 9 de junho de 2026

Destino de presos de guerra divide Congresso americano

09/04/2003 08h03 – Atualizado em 09/04/2003 08h03

O governo americano afirmou que não é a favor da criação de um tribunal internacional para julgar os iraquianos acusados de cometer crimes de guerra.

De acordo com Pierre Prosper, autoridade americana responsável pela abertura de processos por crimes de guerra, a melhor opção seria determinar que tribunais civis e militares dos Estados Unidos julguem os prisioneiros.

A proposta, no entanto, foi criticada por membros do Congresso americano, incluindo o senador democrata Joe Biden, que disse que evitar a criação de um tribunal internacional seria um “trágico engano” dos Estados Unidos.

O senador republicano Arlen Specter, membro da base governista, também sugeriu que o governo americano siga o modelo dos tribunais formados para julgar crimes de guerra na Ex-Iugoslávia e em Ruanda.

Americanos desaparecidos

Em meio à polêmica sobre o destino dos prisioneiros de guerra, autoridades do Pentágono afirmaram que dois pilotos americanos estão desaparecidos desde domingo, quando o avião que comandavam caiu no Iraque.

Um porta-voz do comando militar americano no Catar disse que o caça F-15 desapareceu nas primeiras horas da manhã de domingo.

De acordo com o porta-voz, o governo americano espera que os soldados e cidadãos iraquianos respeitem as determinações da Convenção de Genebra sobre a maneira como prisioneiros devem ser tratados.

O porta-voz disse ainda que, caso a convenção seja violada, as forças iraquianas enfrentarão conseqüências “imediatas e severas”.

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