10/07/2006 10h58 – Atualizado em 10/07/2006 10h58
JULIANO ANTUNES CARDOSO
É interessante como o futebol, e o esporte em geral, pode nos dar grandes exemplos de vida, e no caso do jogo Brasil X França, péssimos exemplos. Primeiramente quero dizer que gosto de futebol, mas não sou da turma do Brasil-samba-futebol, como muito se vê por aí, pois não me vejo identificado com esse estigma, os jogos e os jogadores são seres virtuais, que só existem dentro de campo e em nada me interessa a badalação que ocorre fora dele. Quando o jogo acaba, acaba meu interesse pela seleção. Porém, voltando á derrota do Brasil, foi grande o numero de maus exemplos dado pela seleção brasileira, dentro os quais: arrogância, apatia, covardia e tantos outros. Mas quero manter meu foco em nosso glorioso técnico Carlos Alberto Parreira, pois não tenho um mínimo remorso em atribuir 80% da derrota a ele, visto que, a meu ver, foi ele o grande responsável pela nossa derrocada. Era angustiante ver sua fisionomia durante o ultimo jogo e também durante toda a copa, sua morosidade, sua teimosia em querer ser um gênio que ele não é, querer ir contra 180 milhões de brasileiros que só viam o obvio, ou seja, que o time dito “titular” não rendia o que deveria render. Não que o técnico da seleção tenha que ir pela idéias dos outros 180 milhões de técnicos brasileiros, mas ao tentar seguir o exemplo de Felipão, que em 2002 insistiu em não levar Romário, Parreira se esqueceu de ter algum embasamento lógico para seu ponto de vista, e em nome de seus caprichos e alguns recordes pessoais de certos “medalhões” da seleção, ele jogou fora o sonho do hexacampeonato. A seleção perdeu por que foi medíocre, como seu técnico o é, pois quiseram vencer o jogo sem trabalhar para isso. Eles acharam que podiam inibir seus adversários pela força que tinham, mas não usaram. E agora que não venham eles, os jogadores, dizer que o povo brasileiro é ingrato e sem memória, pois sabemos coroar como heróis, mesmo aqueles que perderam, como exemplo fica os jogadores de 82, que até hoje são lembrados como craques. Toda derrota ou vitória provém de algum erro, o pênalti errado de Baggio nos deu o tetracampeonato em 94, porém quando esse erro é resultado da busca pelo acerto, ele deve ser encarado como parte do mesmo acerto, porém quando tal erro é conseqüência da falta de perseverança, não há desculpas que o minimize.


