22/07/2006 14h59 – Atualizado em 22/07/2006 14h59
Estadão.com
Vanderlei Luxemburgo finalmente rompeu o silêncio e, entrevista coletiva neste sábado, falou sobre a possibilidade de ser o substituto de Carlos Alberto Parreira no comando da seleção brasileira. O treinador do Santos garantiu que ainda não recebeu nenhum convite do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, mas deu a entender que está pronto a aceitar se for mesmo chamado.
“Sou amigo de Ricardo Teixeira e se for convocado, vou discutir no momento. Mas até agora, meu contato com a CBF é zero”, afirmou Luxemburgo, que não dava entrevistas desde o domingo passado – Parreira deixou a seleção na última quarta-feira. Preocupado em não criar um clima ruim no Santos, ele também lembrou que tem contrato até o fim de 2007 e que está concentrado em seu trabalho no clube. “No momento, quero trabalhar e conduzir o projeto de recondução do Santos à Copa Libertadores da América”, avisou.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ainda não se manifestou publicamente sobre o novo técnico da seleção – e nem avisou quando o escolhido será anunciado. Mas Luxemburgo aparece como favorito ao cargo, ao lado de Paulo Autuori, que está atualmente no Kashima Antlers, do Japão.
Melhor preparado
Luxemburgo aproveitou a entrevista para reclamar parte da imprensa, sem citar nomes ou veículos. Ele entende que voltou a ser criticado só por ter seu nome cotado para assumir a seleção. “Estou respondendo a alguns processos e como todo cidadão, tenho o direito de me defender. Alguns patrulheiros que me atacam têm mais problemas do que eu”, disse o treinador.
Quando comandou a seleção, Luxemburgo deixou o cargo em 2000, depois da eliminação na Olimpíada de Sydney e, principalmente, por causa das denúncias levantadas contra ele na CPI do Futebol, no Senado Federal. Em junho de 2003, o treinador chegou a ser condenado a cinco anos de reclusão semi-aberta pela juíza Valéria Caldi Magalhães, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, e recorreu da decisão.
“As pessoas falam muita bobagem. Dizem que carrego processos, mas o que eu tenho para oferecer à seleção é um caminhão de títulos. Hoje estou melhor preparado”, garantiu Luxemburgo. “Depois que me puseram para fora da seleção, ganhei cinco títulos (três pelo Cruzeiro e mais dois pelo Santos)”, lembrou o técnico.





