27/09/2006 15h56 – Atualizado em 27/09/2006 15h56
Assessoria de Comunicação
*Eliana Ribeiro O mês de outubro traz duas importantes comemorações: o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do Brasil, e o Dia das Crianças – os dois celebrados no dia 12. Cada vez mais, o exemplo de Maria, Mãe de Jesus, serve de base para tantas mulheres que tentam conciliar suas obrigações com o exercício da maternidade. Ser mãe, hoje em dia, é um grande desafio. Muitas vezes, para desempenhar bem o papel de mãe, a mulher corre o risco de deixar em segundo plano alguns outros aspectos de sua vida, onde sua atuação não será reconhecida exatamente como um sucesso. Para que isso não aconteça, é preciso cultivar o dom da paciência, do diálogo e da perseverança. Conciliar família e carreira, com todas as suas implicações, que vão desde atender às necessidades dos filhos, fortalecer a relação com o marido, satisfazer pessoas que ocupam posições-chave dentro de sua profissão, até levar a sogra à consulta médica, exigem certo “espírito de aventura”. Sim, mas uma aventura de amor, de doação, de realizações, de crescimento e felicidade. Não adianta iludir as crianças sobre o ritmo de trabalho. É importante que saibam que, se o dia-a-dia da mãe é agitado, com certeza elas têm “aquele” tempinho que é só delas. Nesses momentos, o exercício principal é a doação incondicional. É isso que imprime qualidade ao relacionamento e fortalece as bases em que os filhos estão sendo criados. Quando a mãe opta por desviar a atenção do filho para outro assunto, ao invés de responder francamente às indagações do pequeno, planta uma semente ruim e que, a seu tempo, resultará em problemas de maiores proporções. É preferível, então, conquistar pela verdade um amor sincero entre mãe e filho. Com o passar dos anos, os frutos colhidos serão a medida coerente de confiança e liberdade. Em uma relação sincera entre mãe e filhos, é possível identificar desde muito cedo o real motivo do choro das crianças. Ou seja, perceber se é fome, sono ou se são manhas; se a criança está com dificuldade de aprendizado ou mesmo de relacionamento com os amigos da escola; se o choro reflete angústia por conta de alguma situação difícil por que a família esteja atravessando… Nos início, essa identificação é mais complicada. Com o tempo, tudo se esclarece. O ideal é que as mães procurem dar o melhor de si na realação com seus filhos, independentemente do tempo que passam juntos. Impôr limites por amor e sem medo também é um exercício de extrema responsabilidade e comprometimento com o dom da maternidade, sem receio em dialogar. Essa é a chave para uma amizade que vai durar a vida toda entre mãe e filhos. Vale refletir, por fim, que o momento de estar com os filhos – mesmo em meio a tanto cansaço – é a hora ideal para se refazer e acreditar que essa doação e esse amor são o combustível para renovar todas as energias, equilibrando todos os demais aspectos da vida. *Eliana Ribeiro é missionária da Comunidade Canção Nova e intérprete da música católica brasileira, tendo gravado Tempo de Colheita e Espera no Senhor (www.cancaonova.com)



