11/10/2006 17h02 – Atualizado em 11/10/2006 17h02
Departamento de Comunicação – CESP
Em relação ao artigo Ecologia não combina com demagogia, publicado dia 9 de outubro, em que o articulista cita problemas ambientais no município de Três Lagoas, a Companhia Energética de São Paulo (CESP) esclarece duas afirmações equivocadas em relação a trabalhos de meio ambiente realizados pela Empresa. O primeiro equívoco diz respeito ao viveiro de produção de mudas de Jupiá, sobre o qual o autor do artigo afirma que teria sido parcialmente desativado, sem ter programação de plantio e com suposto descarte de mudas. A CESP informa que a produção do viveiro de Jupiá, no ciclo de plantio de 2006/2007, é de 1.340.000 mudas de 160 diferentes espécies de árvores características das matas ciliares da bacia hidrográfica do Alto Paraná. Essas mudas são produzidas com a mais moderna tecnologia e com alta qualidade genética. São destinadas a projetos de reflorestamento em áreas de domínio da CESP e ao Programa de Fomento Florestal, em que a CESP atua em parceria com proprietários rurais na área de influência de seus reservatórios. Os proprietários recebem da CESP projeto, assistência técnica e as mudas necessárias para recomposição de matas ciliares. Apenas no reservatório de Jupiá mais de 340.000 mudas foram plantadas por meio desse programa. Esse trabalho da CESP é reconhecido pela comunidade científica. O livro Restauração Florestal: Fundamentos e Estudos de Caso, publicado em 2005 pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), dedica todo um capítulo à experiência de desenvolvimento científico e metodológico em silvicultura de espécies nativas gerado pelo convênio entre a CESP e a Universidade de São Paulo (USP), por meio da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba. Outro livro, Restauração Ecológica de Ecossistemas Naturais, editado em 2003 pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), vinculada à Unesp, destaca, em sua introdução, na página viii, que o convênio citado acima “foi um dos fatos fundamentais para o avanço científico e tecnológico na área de restauração de áreas degradadas no Brasil”. No livro Pomar de Sementes de Espécies Florestais Nativas, publicado em 2006 por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná, há, na página 46, a afirmação textual de que na CESP “talvez se concentre parte do que há de mais importante para a formação de bancos de germoplasma ou mesmo para conservação e melhoramento de espécies nativas”. O reconhecimento da atuação da CESP em meio ambiente vem também do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que promoveu em Brasília, de 12 a 14 de julho, um Seminário Sobre Recuperação de Áreas Degradadas, em que a CESP foi uma das instituições convidadas a apresentar suas experiências. Além do viveiro de mudas de Jupiá, a CESP mantém mais dois viveiros, em Primavera e Paraibuna, e produz, no total, mais de 3.000.000 de mudas anualmente. Com relação à Estação de Hidrobiologia e Aqüicultura de Jupiá, o articulista acerta apenas ao dizer que é uma das melhores do País, mas a informação de que funciona com apenas 10% de sua capacidade é incorreta. Está prevista para o atual período piscícola a produção de 2.890.000 alevinos de corimbatá, pacu-guaçu, piapara, piracanjuba, pintado, dourado, jaú e jurupoca. São oito espécies nativas de grande importância ecológica e econômica, e algumas estão ameaçadas de extinção. Os alevinos são soltos para repovoamento com tamanho médio de 10 cm, o que aumenta significativamente sua sobrevivência. São produzidos por meio de técnicas de manejo genético que evitam a perda da variabilidade. É um trabalho complexo e de grande impacto na conservação da diversidade da ictiofauna regional e na produção pesqueira. Os procedimentos adotados pela CESP em seu Programa de Manejo Pesqueiro são tecnicamente corretos, ambientalmente eficazes, amparados pelos conceitos científicos mais modernos e aprovados anualmente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Seria possível produzir muito mais se a CESP reduzisse o número de espécies, abandonasse o manejo genético e diminuísse o tamanho dos alevinos para soltura, Mas isso traria o equívoco de abandonar a qualidade do trabalho em detrimento da quantidade.


