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sexta-feira, 20 de março de 2026

A verdade está na cara, mais não se impõe

22/10/2006 16h10 – Atualizado em 22/10/2006 16h10

O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de   acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, “explicáveis” demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as   mentiras percebidas.        Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados,    fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe.         Isto é uma situação inédita na História brasileira.          Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político,    infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a   supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade     foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente,   desfigurada.          Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no   governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos.            Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os   cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes , as provas    irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.           Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se    vingar.   O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder.             Este governo é psicopata!!!            Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a   mão nas nadegas.             A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o   Lula, amparado em sua imagem de “povo”, consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações “falsas”, sua condição de cúmplice e   comandante em “vítima”.            E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?            Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na    fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados – nos comunica o STF.            Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei    protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua.     O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.             Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de    ser escrito….              Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me:    “Denunciar para quê, se indignar com quê?   Fazer o quê?”. A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua.              Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os    raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV,  rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo .             A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada    testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos!   Pior: que os fatos não são nada – só valem as versões, as manipulações.  No     último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca   mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e    deixou-nos ver os intestinos de nossa política.             Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o     relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República.   São verdades cristalinas, com sol a pino.             E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de “gafe”

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