27/10/2006 16h29 – Atualizado em 27/10/2006 16h29
LUZIANE BARTOLINI ALBUQUERQUE PATRÍCIA DE OLIVEIRA Administradoras de Empresas e Professoras das Faculdades Integradas de Três Lagoas –AEMS Sempre que existe uma crise no comércio local, tanto o comerciante quanto o consumidor deve se perguntar, onde está o problema? As primeiras respostas dadas são: a crise financeira e o excesso de competitividade no comércio regional. As duas colocações estão corretas, mas para ambas existem soluções palpáveis.
Referente a crise financeira, podemos citar algumas ferramentas de marketing que são práticas e de baixo investimento: as vendas a prazo sem juros ou com juros baixos, convênios públicos e/ou privados, dias promocionais, promoção diversificada não só para as datas comemorativas, mas, por exemplo, semana do meio preço, dia do verde, dia da carne, dia do aposentado, sorteios, leilões, número da sorte, cupons, número de telefone da sorte, aniversário da loja e cartões de desconto fornecidos pela própria loja ou cartões de crédito e outros métodos promocionais adequados ao ramo de atividade.
Quanto a competitividade, as empresas podem utilizar a cooperação para conseguir a expansão do mercado, e a incrementação e a melhoria da qualidade. Com a proximidade entre empresas concorrentes reforça-se a competição e cria-se um fluxo de informação, aumentando com isso a produtividade. As formas de cooperação mais simples encontram-se com maior assiduidade no setor comercial, pois se trata de uma etapa em um processo de cooperação que permite às empresas aprenderem e conhecerem-se melhor com mínimos riscos e, eventualmente, evoluir em direção a outras formas mais sofisticadas e entrar definitivamente no mundo da cooperação.
Na realidade, na grande maioria das hipóteses, estas modalidades de cooperação podem ser sempre efetivadas em breves prazos. Algumas modalidades de cooperação: franchising, as pesquisas de mercado, a participação conjunta em feiras, os clubes de exportação, as compras combinadas, a pesquisa da clientela, a publicidade coletiva, as ofertas conjuntas.
Atualmente, quando o comércio é competitivo em condições de mercado, tem papel decisivo no crescimento da economia local. Nesse sentido destaca-se a necessidade do trabalho em cooperação com as outras empresas do meio, com a finalidade de alcançar, de forma conjunta, economias de escala. Deixando de consumir no comércio local, enfraquece-se a venda e por conseqüência diminui-se a circulação da moeda no município, sem falar que também diminui a oferta de emprego no comércio, aumentando o desemprego e diminuindo a arrecadação de impostos municipais e estaduais que são utilizados em bem feitorias da infra-estrutura básica do município.
Ao trocarmos e não incentivarmos o comércio local, estamos agindo contra o desenvolvimento do município e não somente contra os comerciantes, todos somos elos de uma mesma corrente, podendo ser cooperadores indiretos e beneficiários diretos. Ao utilizarmos o comércio local, estamos aumentando a sustentabilidade municipal. Para que isso ocorra também é necessário que o comerciante perceba a necessidade de mudança no seu comportamento, que tenha sensibilidade para perceber o que o consumidor almeja, que trabalhe com a preocupação de satisfazer seus clientes, procurando maneiras de compensar o consumidor local, para que este encontre o que procura não precisando sair para outras localidades para efetuar suas compras.
É importante destacarmos que hoje o consumidor exerce com prazer seu poder de veto a preços abusivos e as discrepâncias entre o preço e qualidade e preço e utilidade/durabilidade. Por isso torna-se vital que o comerciante tenha em mente que mesmo seja necessário diminuir o valor unitário, não significa perda na lucratividade por isso vai gerar um aumento na rotatividade das mercadorias e conseqüentemente passará a ganhar pelo volume de vendas, estratégia utilizada pelos grandes comerciantes para aumentar sua clientela.



