08/02/2007 07h50 – Atualizado em 08/02/2007 07h50
Nem os mais otimistas ousariam sonhar com o plenário da Câmara Federal totalmente em silêncio durante o discurso de um Deputado. O “propineiro” Severino Cavalcanti, durante seu discurso de despedida falou em meio a uma “muvuca” danada; O “corrupto-confesso” Roberto Jefferson também não conseguiu silêncio durante sua fala; O “corrupto-esperneante” José Dirceu pediu clemência para um plenário que conversava animadamente.Na Câmara não vale aquele ditado de que: quando um burro fala, o outro abaixa a orelha. Lá, enquanto um está falando os outros estão com o celular na orelha falando com um prefeito, com a mãe, com a esposa, com os filhos, com a amante… Prestar atenção no que alguém tem a dizer, não é forte das “suas excelências”.Mas surgiu nesta semana uma luz no fim do túnel. Durante seu primeiro discurso em plenário, o recém-chegado Clodovil Hernandes mudou a cena. Pediu silêncio aos seus colegas e foi atendido. Também, com o recado que deu… “Eu não sei o que é decoro com um barulho desses”.Ninguém prestou muita atenção no que disse, até porque não disse nada de interessante, mas que calaram a boca, calaram.Ah! E como foi interrompido pelo Presidente da Casa porque seu tempo de fala se esgotou, não deixou por menos. Disse que Arlindo Chinaglia é “mal-educado”.Não brinquem com ele. Clodovil nunca teve papas na língua… Um luxo!
Cezar Miranda – jornalista


