08/03/2007 09h40 – Atualizado em 08/03/2007 09h40
Cezar Miranda – Jornalista
Hoje acordei com ela vagando pela minha mente. Pude ver seus olhos, que têm a capacidade de me fazer entender cada um dos seus sentimentos. Um filme se passou, com momentos simples, importantes, complexos. Mas todos ficaram e ficarão marcados para sempre. Pude ver seus olhos, assustados e sonolentos me pedindo: posso dormir com você? Pude ver seus olhos, cabisbaixo, me dizendo: este é meu namorado! Pude ver seus olhos, indecisos e trêmulos revelando medo: estou grávida! Pude ver seus olhos, radiantes e esperançosos comemorando: vou casar! Pude ver seus olhos, marotos e certeiros: me empresta teu carro? O meu está sem gasolina! Pude ver seus olhos, sinceros a me acalentar: eu te amo! Minha menina virou mulher e teimo em aceitar. Talvez porque, mesmo com essa mudança radical, ela não perdeu o encanto de me fazer sorrir ao vê-la. Não perdeu o fascínio de me fazer fascinado por ela. Não criou barreiras que impeçam de declarar a ela todo amor que carrego dentro de mim. Não faz nada para aplacar a saudade que a distância me faz sentir e que alfineta o tempo todo meu coração. Minha filha! Uma eterna criança a embalar meus momentos de solidão. Uma menina que me permitiu ver brotar uma nova vida a partir de si. Uma moça que ousou sonhar. Uma mulher que luta incansavelmente para ser feliz… E está conseguindo! Dia Internacional da Mulher. Na figura de minha filha Marcielle, uma homenagem a todas as mulheres que, assim como ela, deixam marcas indeléveis em mentes e corações.



