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sexta-feira, 20 de março de 2026

Ponto de vista: Faz de conta

13/03/2007 13h49 – Atualizado em 13/03/2007 13h49

Cezar Miranda – Jornalista

Basta uma única frase para os políticos brasilienses se agitarem. Independente de fazer ou não parte da base de apoio do governo, assimilam o que é dito como se fosse verdade, embora todo mundo saiba que não é. Reeleito para presidir o PMDB, Michel Temer, cercado pelas vaquinhas de presépio de sempre, disse em alto e bom tom que o partido caminha agora para ter candidato próprio à Presidência da República em 2010. Foi aplaudido, como manda o figurino. E só. A frase de efeito pronunciada por Temer tem uma outra leitura para os mais atentos. Nas entrelinhas é possível se ler que: Os peemedebistas querem se enfronhar cada vez mais no governo de Lula e dar as cartas nos postos de maior relevância. Caso isto não ocorra, abandonam os petistas e inviabilizam o governo. Mas e candidatura a Presidente? Esqueçam! O PMDB não é um partido. O PMDB é uma “união” de interesses diversos e cujo objetivo maior é obter o comando nos Estados. Ninguém está interessado em administrar o país. O poder local está acima de qualquer interesse. Da parte do governo, o recado de Michel Temer foi bem entendido. Lula retarda ao máximo a indicação dos novos ministros, principalmente o da Saúde, que os peemedebistas não consideram como cota do partido, mas sim do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Enquanto não houver acordo na base, o cidadão não senta na cadeira. Enquanto a cadeira estiver vaga, todo mundo continua tendo esperança de ocupá-la. E assim o governo Lula segue. Não fazendo nada… muito menos confusão. Em Brasília e nas palavras do presidente do PMDB, vale a máxima de que: Ele faz de conta que fala a verdade e o resto faz de conta que acredita.

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