05/06/2007 07h14 – Atualizado em 05/06/2007 07h14
Renee Venâncio
Segunda-feira, 04 de junho de 2007. Três Lagoas dorme tranqüilamente. De repente, na madrugada silenciosa, vultos começam a pular muros antes intransponíveis. Pessoas acima de qualquer suspeita acordam com pontapés em suas portas. Alguns desses belos adormecidos até esperavam que isso pudesse acontecer um dia. Outros, jamais. A maioria não imaginava que suas atividades escusas eram conhecidas há tempos pela Polícia Federal, e que suas fontes de renda ilícitas seriam expostas ao conhecimento público. Xeque-mate! Caiu a casa! Caiu a casa para 77 pessoas. Queria que fossem 78, mas o irmão do Presidente Lula, de alguma forma, não foi alcançado. Queria que fossem 79, 80, 90, 100… mas muita gente deu sorte e nós demos azar de não vê-los presos por suas falcatruas e promiscuidades em torno do dinheiro fácil. Mas, sorte ou azar é coisa do jogo. E como dizia o grande filósofo corinthiano, Vicente Matheus: “O jogo só acaba quando termina”. É bem assim. O jogo de gato e rato segue, sendo bem jogado. Os gatos silenciosos e discretos, sempre estarão no encalço dos ratos que, por se acharem espertos demais, se acomodam, vacilam e acabam mal. A impunidade tem prazo de validade, mas o antídoto para o veneno da injustiça, não. A qualquer momento, a qualquer hora, xeque-mate! Os que ainda não foram atingidos pela justiça, não se enganem. Sua hora vai chegar. Ricos ou pobres. Sem distinção, como tem que ser. Os Devotos da Impunidade sempre pagam por seus pecados. A cidade, atônita, vai amanhecer diferente nesta terça. Algo com certeza há de mudar. Uns com mais medo da lei, outros com a sede de justiça aplacada e muitos fazendo fogueirinhas de provas de seus crimes. Hoje dormirei o sono dos justos, mas devo confessar um prazer sádico: é muito bom ver um criminoso pseudo-rico indo para a cadeia.


