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sexta-feira, 20 de março de 2026

O preço da felicidade

12/06/2007 14h42 – Atualizado em 12/06/2007 14h42

Renee Venâncio

Gente! Vamos parar com essa pose? Vamos parar de querer ser o que não somos? Chega gente! Chega de nariz empinado. Chega de olhar com desprezo pra gente como a gente. Chega de fingir ser melhor, quando na verdade não somos nada disso. Soberba é coisa de gente burra e sem tipo. Gente sem tipo é que precisa fazer tipo pra se sentir seguro diante do mundo. Parem! Parem de menosprezar o próximo porque ele é pobre. Quem despreza o pobre é o pobre, que tem vergonha de ser pobre e prefere pagar mico por aí, fingindo ser o que não é. A verdadeira riqueza vem do espírito. Vamos parar de rotular as pessoas. Vamos parar de chamar os outros de pé-de-poeira só porque eles moram longe. Que diferença faz morar longe ou perto? Até porque, morar longe ou perto é questão de saber aonde se quer chegar. Pescocinho salgado? Tem o pescoço salgado qualquer um que viva honestamente do seu trabalho árduo. Playboys e patricinhas que não têm o que fazer da vida, não suam a camisa. Vivem perfumados e sem objetivos. São verdadeiros objetos de decoração, empoeirados pela estática da vidinha que levam. Essa paranóia consumista que adoece e paralisa as pessoas, não traz felicidade pra ninguém. Consumismo é uma loucura que só traz frustração e uma ansiedade interminável de se querer sempre mais e desprezar o que se tem. “Compre mais, compre mais! Supere seus amigos e seus adversários!” Queridos! Suas roupas são só roupas e, amanhã, serão trapos. Seu carro de hoje, será a lata velha de amanhã. O caviar que você come hoje, amanhã vai impregnar sua latrina. Tudo é moda. Tudo é passageiro. Tudo apodrece. Mas o carinho das pessoas fica pra sempre. Um gesto de respeito pode mudar uma vida. Uma gentileza, um sorriso, um abraço, isso revoluciona o conceito de ser ou não ser feliz. Independentemente das afinidades que desenvolvemos pela convivência, aceitar em nossas vidas pessoas com vidas diferentes da nossa é um ato de grandeza humana. A felicidade não escolhe classe social. Ter grana deve ser uma delícia, mas eu não conheço nenhum milionário mais feliz do que eu, mesmo no auge da minha dureza. Afinal, felicidade não tem preço e nem todo dinheiro do mundo pode fazê-la acontecer. Felicidade não se compra embrulhada para presente.

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