09/08/2007 15h00 – Atualizado em 09/08/2007 15h00
- José Eduardo Moura
Para as crianças, é comum andar de mãos dadas com o pai. Elas caminham displicentemente, olhando para trás ou para os lados sempre que algo atrai sua atenção. Gesto tão simples e de grande confiança. Ao atravessar uma avenida, sequer se preocupam em olhar para os lados, já que o pai está ali para conduzi-las. Em situação diferente, quando querem fazer alguma coisa contra a vontade de seus pais, em sua impertinência esperneiam, fazem birra e logo vem o ímpeto de soltar das mãos de seus pais. Numa tentativa de realizar sua vontade própria, chegam a se adiantar uns passos, correndo riscos de quem desconhece os perigos que vêm pela frente. Agimos muitas vezes da mesma maneira. Em nosso relacionamento com Deus, nosso comportamento se assemelha ao das crianças. No desejo de fazer valer a nossa vontade, tentamos conduzir nossa casa por nós mesmos, deixando as mãos do Espírito Santo e colocando nossa família deliberadamente em risco. Por nos adiantarmos e não seguirmos o exemplo do Pai, recebemos as pedras ao invés de pães, serpentes ao invés de peixe, um escorpião ao invés de ovo e facilmente somos persuadidos por tudo o que é aparentemente verdadeiro. É importante, até mesmo por ocasião do Dia dos Pais, que nós façamos a experiência de ter maior intimidade com o Espírito Santo, a ponto de confidenciar-lhe nossa responsabilidade de pais formadores. Em nossa limitação humana, sabemos que somos capazes de dar coisas boas aos nossos filhos. Quanto mais o nosso Deus que, em sua misericórdia infinita, atenderá o nosso clamor de pais na graça proporcional à Sua grandeza. Feliz Dia dos Pais e dos filhos de Deus. *José Eduardo Moura é webwriting do Portal Canção Nova (www.cancaonova.com)


