05/09/2007 14h02 – Atualizado em 05/09/2007 14h02
Sueli Batista Damasceno
Não sei se pátria minha ou pátria sua… Sei que tem tanta gente na rua, a sonhar debaixo da lua Tão pobre de casa, de comida, de pudores de amores! Não sei se margaridas, mais garridas ou se mais amarga vida. Não sei se dependo da pátria… ou se de mim e de ti depende a pátria despatriada Teu voto, meu voto…meu choro, tu choras? Não deu corum, mas decoro as palavras que vou recitar… Sim, recito sem decoro! E lamento, os parlamentos… Pátria minha, pátria sua… Vai pra rua, e vai de alma pura! Reclama e inflama de amores partidos e amores perdidos. Partidos, que partidos…Partiram em mil Nossa pátria varonil! E na rua andamos por tapetes de promessas… E as promessas não se cumprem, no berço de quem nasce sem berço…Porque nasce na rua, da pátria minha, da pátria sua… E o povo da nossa pátria anda nas ruas da cidade, Atados um ao outro, estarrecidos com tanta impunidade! Nas ruas, nas cidades…na pátria sua, na pátria minha! Na nossa pátria…Idolatrada! Que queres, meu Brasil independências mil? Dos filhos desses, somos Pátria amada Brasil.


